Os compradores dos NFTs da BIG3 abriram uma ação coletiva contra a liga profissional de basquete 3 contra 3, fundada pelo rapper e ator Ice Cube. Os investidores alegam promessas não cumpridas de direitos de propriedade e participação nos lucros da organização.
O processo, aberto em julho passado na Suprema Corte da Califórnia, mas noticiado primeiramente pelo Front Office Sports e divulgado pelos advogados na terça-feira, acusa a liga de “marketing enganoso, fraudulento e ilegal”. A ação judicial também aponta para a comercialização de valores mobiliários não registrados por meio dos tokens digitais emitidos pelo grupo.
De acordo com o advogado dos autores da ação, Joseph Sakai, o caso envolve os apoiadores mais leais da liga. “Nossos clientes investiram somas substanciais com base em representações de que receberiam direitos significativos de propriedade”, declarou o defensor em nota oficial.
O impacto do processo sobre os NFTs da BIG3
Os investidores desembolsaram valores altos em 2022 para adquirir os NFTs da BIG3 na rede Ethereum. A categoria “Fire” foi comercializada por US$ 25 mil cada, enquanto a opção “Gold” saiu por US$ 5 mil, prometendo ingressos VIP, poder de voto e divisão nas receitas.
No entanto, os compradores afirmam que os benefícios prometidos de forma vitalícia duraram pouco. O texto jurídico alega que a liga rebaixou os investidores de proprietários a meros portadores de ingressos comuns, barrando a participação na receita de novos negócios.
Em 2024, a BIG3 vendeu quatro de suas equipes para investidores externos, faturando cerca de US$ 40 milhões. A ação argumenta que uma porcentagem desse montante deveria ser distribuída aos detentores originais dos NFTs da BIG3.
Em resposta às acusações, um representante da liga declarou que a movimentação se trata de um “processo de perturbação pública”. A organização argumenta que os contratos originais exigem que qualquer disputa seja resolvida por meio de arbitragem confidencial e individual.
A disputa judicial ganha tração no momento em que a liga planeja abrir capital por meio de uma fusão com uma SPAC, operação avaliada em US$ 290 milhões. A defesa dos investidores já planeja aditar o processo para incluir os novos dados financeiros do negócio.




