O preço do Bitcoin tem enfrentado dificuldades para engatar uma sequência de alta nas últimas semanas, mesmo com a chegada constante de grandes investidores institucionais ao mercado de criptoativos.
Enquanto muitos investidores tentam decifrar os motivos por trás desse desaquecimento temporário, Michael Saylor, presidente executivo da MicroStrategy, aponta para um fator inusitado: o boom da inteligência artificial (IA).
Em entrevista à jornalista Natalie Brunell, o executivo argumentou que a atual onda de aportes bilionários no setor de tecnologia está drenando o capital que antes seria direcionado para as moedas digitais.
Saylor destacou que Wall Street está totalmente focada em rodadas massivas de captação de recursos para gigantes como OpenAI, Anthropic, Google, Meta e SpaceX, que demandam infraestrutura pesada e novos data centers.
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“Todo mundo quer entrar no negócio. Eles querem girar o negócio”, afirmou o executivo. Segundo ele, cerca de 1% a 2% do dinheiro injetado em IA está saindo de alocações que impactariam o preço do Bitcoin.
Apesar desse cenário de pressão no curto prazo, o executivo não acredita que a tendência seja permanente. Para ele, essa rotação de capital impulsionada pela inteligência artificial deve durar entre 12 e 24 semanas. O plano dos grandes fundos de cobertura e traders seria realizar lucros nas rodadas de IA assim que os acordos forem fechados, trazendo essa liquidez de volta aos ativos escassos.
“Assim que os negócios forem fechados, os primeiros fundos hedge e traders vão girar e rotacionar de volta para o outro lado”, explicou Saylor. Com isso, os lucros obtidos na tecnologia devem ajudar a diversificar o mercado global.
Embora descarte uma virada imediata nas próximas semanas, o empresário projeta um cenário completamente diferente para o preço do Bitcoin rumo ao final de 2026. “Acho que, em direção ao fim do ano, devemos ver uma reversão dessa tendência”, concluiu.
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