O preço da Solana opera em estabilidade aparente, mas indicadores técnicos começam a revelar uma estrutura de risco. Embora o ativo se mantenha em um canal de alta há mais de três meses, o desenho atual se assemelha ao padrão que antecedeu o tombo de 50% ocorrido entre janeiro e fevereiro.
Cotado a US$ 83,78, o token está posicionado a apenas 3% de distância da linha inferior de suporte do canal, localizada em US$ 81,24. Dados de redes blockchain indicam que tanto investidores de longo prazo quanto especuladores de curto prazo dão sinais de fragilidade.
A divergência entre o volume de negociação e o valor de mercado chama a atenção: desde o início de fevereiro, o volume de compras caiu de forma constante, mesmo com o ativo registrando altas temporárias. Esse enfraquecimento mostra que menos capital está sustentando os topos recentes acima de US$ 97.
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No ambiente de rede, as carteiras de investidores de longo prazo (com mais de 155 dias) desaceleraram o ritmo de compras. Segundo a Glassnode, o saldo líquido diário desse grupo atingiu 3,2 milhões de SOL em 25 de maio, mas recuou 13% no dia seguinte, passando para 2,78 milhões de SOL.
Outro fator de atenção é o indicador NUPL dos detentores de curto prazo, posicionado em -0,157. Como esse grupo acumula perdas não realizadas mínimas, a propensão a vendas rápidas diante de uma desvalorização repentina é significativamente maior, aumentando a pressão vendedora.
Caso ocorra um fechamento diário abaixo de US$ 81,24, a perda do canal será confirmada. Os suportes seguintes estão mapeados em US$ 76,61 e US$ 63,21. Se o movimento de baixa replicar a queda do início do ano, o preço da Solana pode buscar a região de US$ 41,53.
Para anular o cenário de baixa e consolidar a recuperação do preço, o ativo precisa reconquistar marcas importantes. O primeiro passo é sustentar US$ 84,89, seguido por um fechamento diário acima de US$ 87,45, barreira que limitou os ganhos desde 20 de maio. Uma quebra definitiva acima de US$ 98,29 afastaria o risco de colapso.
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