A queda da Poolin o fim de uma era para a mineração de Bitcoin

A queda da Poolin o fim de uma era para a mineração de Bitcoin

Uma das companhias mais influentes do mercado cripto encerrou formalmente suas operações de forma trágica. A Poolin, que no passado representava quase um quinto de todo o processamento global da rede do Bitcoin, ingressou com um pedido de concordata perante a Justiça dos Estados Unidos.

A solicitação foi efetuada no estado de New Jersey junto com suas duas subsidiárias norte-americanas, a Lonestar Dream e a Lonestar Taproot. Os documentos oficiais apontam um passivo acumulado de aproximadamente US$ 173 milhões, embora as estimativas totais de dívidas variem entre US$ 100 milhões e US$ 500 milhões, informou o TheEnergyMag na sexta-feira.

A derrocada da gigante de mineração de Bitcoin

A empresa sediada em Singapura vivenciou o auge de sua relevância em 2019. Dados da plataforma Glassnode indicam que o grupo chegou a controlar entre 18% e 20% do poder computacional global voltado para a extração da criptomoeda.

A derrocada operacional tornou-se visível no segundo semestre de 2022, momento em que clientes relataram bloqueios em saques. Na ocasião, o cofundador Kevin Pan declarou no WeChat que a firma enfrentava “problemas de liquidez”, assegurando que os recursos dos usuários permaneciam protegidos.

Diante do travamento dos saques, a Poolin suspendeu as movimentações de sua carteira digital e emitiu cerca de US$ 163,7 milhões em tokens de dívida (IOUs) para mais de 11,7 mil clientes. A cartada visava ganhar tempo para reestruturar o negócio.

O plano de recuperação dependia da expansão de infraestrutura no estado do Texas, mas os projetos empacaram devido ao atraso nas autorizações para conexão com a rede elétrica local. Atualmente, a participação da empresa na rede Bitcoin é praticamente nula.

Para tentar quitar parte das pendências financeiros, a empresa avalia uma proposta de compra de US$ 52 milhões enviada pela Thor CALAP LLC. A oferta engloba duas unidades operacionais no oeste do Texas, que representam a maior fração dos ativos remanescentes do grupo.