O clima esquentou para os pesos-pesados do mercado cripto nos EUA. A Procuradora-Geral de Nova York, Letitia James, entrou com processos judiciais contra a Coinbase e a Gemini, colocando o setor novamente no fogo cruzado dos mercados de previsão.
A acusação é direta: as plataformas estariam operando modalidades de apostas sem as licenças necessárias da comissão de jogos do estado. Para a Justiça nova-iorquina, o que as corretoras oferecem não é apenas negociação de ativos, e sim jogos de azar disfarçados.
“Jogo com outro nome continua sendo jogo, e não está isento de regulamentação sob nossas leis estaduais e nossa Constituição”, afirmou Letitia James em comunicado oficial. O processo busca recuperar lucros supostamente ilegais e impedir que as empresas ofereçam esses produtos para menores de 21 anos.
A guerra jurídica pelos mercados de previsão
Essa movimentação faz parte de uma ofensiva maior dos reguladores estaduais contra os mercados de previsão. Esse nicho permite que usuários apostem no resultado de eventos do mundo real e tem crescido de forma explosiva, com nomes como Polymarket e Kalshi liderando a fila.
O problema é que existe um conflito de competência no ar: enquanto estados como Nova York e Massachusetts tentam enquadrar a prática como apostas, a agência federal CFTC afirma que tem autoridade exclusiva sobre o setor. A confusão é tanta que a Polymarket chegou a processar Massachusetts recentemente para manter sua operação.
Para o investidor, o sinal é de alerta. Mesmo com uma postura federal mais amigável nos últimos meses, o embate em Nova York mostra que os estados americanos ainda têm dentes afiados. Se a moda pega, os mercados de previsão podem ter que reformular completamente sua oferta nos grandes centros financeiros.











