O mercado cripto da Coreia do Sul ficou menor e menos movimentado no primeiro semestre de 2026. Segundo levantamento semestral divulgado em 1º de outubro pela Korea Financial Intelligence Unit (KoFIU) e pelo Financial Supervisory Service, o valor das criptomoedas negociadas nas corretoras domésticas caiu 33%, para 58,9 trilhões de won.

A atividade de negociação recuou ainda mais. O volume médio diário despencou 44%, para 3,1 trilhões de won, enquanto os depósitos em won mantidos nas corretoras caíram 35%, para 5,2 trilhões de won.

O levantamento analisou 26 provedores de serviços de ativos virtuais registrados no país. No período, as criptomoedas negociadas nas plataformas também registraram uma perda máxima de 69%, acima das quedas máximas observadas nos índices KOSPI, de 55,1%, e KOSDAQ, de 31,8%.

Mercado cripto da Coreia do Sul perde valor e rentabilidade

A queda de 33% na capitalização eliminou 28,3 trilhões de won do mercado em relação ao segundo semestre de 2025. A redução também dá continuidade ao enfraquecimento observado no período anterior, quando a capitalização havia recuado 8%.

A rentabilidade das corretoras caiu ainda mais. As receitas das plataformas domésticas diminuíram 41%, enquanto o lucro operacional combinado despencou 78%, para 81,6 bilhões de won. No segundo semestre de 2025, esse resultado havia sido de 374,8 bilhões de won.

Mesmo com a retração da atividade, o número de contas habilitadas para negociação avançou 0,4%, chegando a 11,175 milhões. A composição desse público, porém, mudou.

Usuários na faixa dos 40 anos passaram a representar o maior grupo, ultrapassando aqueles na faixa dos 30. Ao mesmo tempo, o número de usuários com menos de 1 milhão de won em ativos subiu 4%, para 8,63 milhões.

A KoFIU também destacou o risco de liquidez em tokens negociados em apenas uma corretora. Entre 234 ativos com esse perfil, 93 tinham capitalização de mercado de 100 milhões de won ou menos.

Segundo o levantamento, esses tokens apresentam risco de liquidez e volatilidade extrema. No conjunto, o mercado cripto da Coreia do Sul terminou o primeiro semestre com menos valor, menos volume negociado e menor rentabilidade para as corretora.

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Luíza Nunes
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