A Memecoin TRUMP está vivendo dias de pesadelo. Após atingir a máxima histórica de US$ 75 em janeiro de 2025, o token hoje amarga uma queda de mais de 95%, sendo negociado na casa dos US$ 2,85. O brilho da “moeda oficial” parece ter ficado no passado para a maioria dos traders.
O que mais assusta os investidores do mercado cripto não é apenas o preço, mas a estrutura por trás da Memecoin TRUMP. Enquanto o investidor comum absorve as perdas, entidades ligadas à Trump Organization e ao parceiro Bill Zanker já lucraram cerca de US$ 320 milhões apenas em taxas de negociação até abril de 2026.
Na prática, o modelo de negócio parece favorecer a “casa”. Como os criadores lucram com as taxas de cada trade, o incentivo está no volume de negociação e não necessariamente na valorização do ativo. Para muitos especialistas, o varejo virou o produto, e não o cliente.
O evento em Mar-a-Lago e o futuro incerto da moeda
Mesmo com o jantar exclusivo para os maiores detentores em Mar-a-Lago, o entusiasmo esfriou. O volume de negociação antes do evento foi de apenas US$ 1,4 bilhão, uma fração minúscula perto dos US$ 12,9 bilhões registrados em 2025. O mercado parece estar cansado de narrativas sem utilidade real.
Para piorar o sentimento, o ecossistema cripto da família enfrenta brigas públicas. Justin Sun processou a World Liberty Financial (WLFI) após ter fundos congelados, gerando um bate-boca com Eric Trump. Com as ações da Trump Media (DJT) também em queda de 75%, o pessimismo é generalizado.
Existem três caminhos para a Memecoin TRUMP agora: um rali curto até US$ 8 se Trump fizer anúncios bombásticos; a estagnação entre US$ 2 e US$ 4 como um item de colecionador; ou o colapso para baixo de US$ 1 caso investigações da SEC sobre manipulação de mercado e conflitos de interesse ganhem força.











