Microsoft detecta malware na BNB Chain que invade Windows via CAPTCHAs falsos

Microsoft detecta malware na BNB Chain que invade Windows via CAPTCHAs falsos

Um novo relatório da Microsoft Threat Intelligence revelou que cibercriminosos estão escondendo instruções maliciosas em contratos inteligentes. Esse esquema de malware na BNB Chain utiliza testes falsos de CAPTCHA para enganar os usuários e infectar dispositivos Windows.

A técnica, conhecida no meio de segurança cibernética como EtherHiding, permite que os hackers guardem comandos prejudiciais diretamente na rede blockchain. Quando uma vítima acessa um site comprometido, um código injetado se conecta à rede e recupera instruções ligadas à campanha maliciosa ClearFake.

O grande desafio dessa abordagem é a dificuldade extrema de remoção. Como os dados estão registrados de forma imutável em uma blockchain, apenas o dono da carteira original pode alterar o conteúdo, neutralizando as táticas tradicionais de bloqueio.

Como evitar o novo ataque de malware na BNB Chain

O ataque exige a interação da vítima para funcionar. O usuário visualiza uma tela falsa de CAPTCHA que solicita a abertura da caixa “Executar” do Windows, seguida da instrução para colar um texto e pressionar Enter. Ao fazer isso, a própria pessoa executa o código dos invasores.

A Microsoft classifica esse método como ClickFix e alerta que as campanhas atingem milhares de computadores diariamente. Uma infecção bem-sucedida expõe senhas cruciais e cria vulnerabilidades profundas que podem terminar em ataques de ransomware.

O uso de redes descentralizadas por cibercriminosos já ocorreu antes, com registros antigos no Bitcoin e na TRON. No entanto, o destaque dado pelos pesquisadores para esse formato de malware na BNB Chain mostra que a ameaça está em plena atividade e possui alto volume.

Para o ambiente corporativo, a equipe da Microsoft orienta restringir o uso de ferramentas de linha de comando que não são vitais para a operação diária. O monitoramento rigoroso também ajuda a prevenir acessos indevidos.

Para o público geral, o aviso é ainda mais direto: usuários jamais devem copiar e colar comandos provenientes de CAPTCHAs, erros de navegador ou anúncios suspeitos diretamente nos terminais do Windows.