Uma coalizão poderosa de bancos dos Estados Unidos, que reúne desde gigantes de Wall Street até instituições comunitárias, soltou o verbo contra a Lei Clarity.
Em um comunicado oficial, o setor bancário expressou o temor de que o novo projeto de lei facilite a migração de capital para o setor de ativos digitais, desestabilizando o sistema tradicional.
A “queda de braço” acontece em um momento decisivo: a votação da Lei Clarity está marcada para esta quinta-feira (14/05). Se aprovada, a legislação deve formalizar e legalizar grande parte da atividade cripto nos EUA.
O ponto central do conflito é o pagamento de rendimentos em stablecoins: enquanto empresas como a Coinbase querem competir de igual para igual, os bancos tentam proibir que essas criptomoedas ofereçam qualquer tipo de retorno financeiro.
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O impasse sobre os rendimentos
Os senadores Thom Tillis e Angela Alsobrooks tentaram um meio-termo para a Lei Clarity. O texto proposto proibiria recompensas que fossem “economicamente equivalentes a juros bancários”, mas abriria exceções para staking e governança.
Para os bancos, essas exceções são perigosas e “excessivamente amplas”. Em carta ao Senado, o grupo afirmou que a linguagem atual permitiria uma “evasão da proibição” e incentivaria clientes a trocarem suas poupanças por saldos em stablecoins.
“Estamos preocupados… que a linguagem proposta inclua exceções que permitirão a evasão da proibição pretendida”, declararam os grupos bancários na carta, exigindo que o texto seja muito mais restritivo.
Apesar da pressão, os legisladores parecem decididos a seguir com a votação da Lei Clarity. O tempo é curto, já que o Senado terá poucas sessões antes do recesso para as eleições de meio de mandato em novembro.
O senador Bernie Moreno alertou que o momento é de “agora ou nunca”. Segundo ele, se a legislação não passar este mês, é provável que qualquer regulação sobre ativos digitais fique travada por um bom tempo no futuro.
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