A LayerZero anunciou nesta terça-feira o lançamento do ATLAS, um motor de corretora construído em sua própria blockchain, a Zero. O sistema fornece ferramentas de correspondência, compensação e gerenciamento de risco diretamente para plataformas de negociação.
Diferente das corretoras tradicionais, o produto não possui uma interface para o consumidor final. O modelo muda a atuação da LayerZero, que passa a operar a infraestrutura por trás das plataformas de negociação em vez de apenas transferir ativos entre redes.
Os usuários acessam o ATLAS por meio de aplicativos de terceiros, que retêm entre 20% e 65% das taxas de negociação, dependendo do volume operado e da quantidade de token ZRO em staking.
Após o repasse para a plataforma, 25% da taxa restante vai para os criadores do mercado, enquanto os 75% finais são destinados à compra e queima do token ZRO.
O anúncio movimentou o mercado. O token ZRO chegou a ser negociado a US$ 1,29, registrando alta de 12,5% no dia e acumulando 63% de ganho na última semana. Apesar da recuperação recente, o ativo ainda apresenta queda em relação ao seu pico de US$ 7,47 registrado em dezembro de 2024.
Como funciona o ATLAS da LayerZero e a velocidade da rede Zero
A empresa optou por não criar uma interface própria sob o argumento de que as plataformas de negociação não devem construir sobre uma infraestrutura que possa roubar seus usuários. O sistema integra plataformas, criadores de mercado e formadores de mercado em um único ambiente.
Em termos técnicos, a LayerZero afirma que o ATLAS entrega uma latência inferior a um milissegundo em ambiente de teste. No momento do lançamento, o sistema será configurado para suportar até 200.000 transações por segundo.
Toda a operação ocorre sob a rede Zero, uma blockchain multi-core que separa a execução da verificação. Produtores de blocos geram provas de conhecimento zero, enquanto validadores checam os dados sem precisar repetir o processo, permitindo operações simultâneas sem congestionamento.
O novo lançamento também ocorre enquanto a empresa busca reforçar seu histórico de segurança. Após um ataque à ponte rsETH da Kelp em abril, que drenou cerca de US$ 292 milhões em meio a falhas de engenharia social, a LayerZero passou a exigir configurações de verificação de rede mais rigorosas por padrão.


