O cofundador da Ethereum, Joseph Lubin, voltou a defender publicamente o modelo de empresas que acumulam ETH em tesouraria corporativa. Durante a Consensus 2026, o CEO da Consensys chamou esse formato de “uma inovação profunda” para o mercado cripto e também para as finanças tradicionais.
Segundo Lubin, as chamadas DATs (Digital Asset Treasuries) podem se tornar uma estrutura importante para conectar o ecossistema blockchain ao capital institucional. Ele citou empresas como Strategy, SharpLink e BitMine como exemplos de organizações construindo valor de longo prazo dentro do universo Ethereum.
Ao mesmo tempo, o executivo fez um alerta contra projetos oportunistas. “Se você faz uma DAT cópia e cola em um token fraco ou em um ecossistema sem durabilidade, você está prejudicando seu próprio ecossistema”, afirmou.
Lubin destacou que as empresas que considera sólidas estão focadas em construir capital permanente, sem depender excessivamente de alavancagem e preparadas para suportar volatilidade ao longo dos ciclos de mercado. A fala acontece em um momento em que o mercado volta a discutir o papel do Ether como ativo estratégico para companhias listadas e fundos institucionais.
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DeFi, IA e computação quântica entram no radar do Ethereum
Além das tesourarias de Ethereum, Lubin também comentou sobre o futuro do DeFi e o impacto da inteligência artificial na infraestrutura blockchain. O executivo afirmou que sistemas de IA poderão ajudar o ecossistema Ethereum a desenvolver protocolos matematicamente verificáveis, reduzindo falhas e aumentando a segurança das aplicações.
“Estamos entrando em uma possível era de ouro da tecnologia de software”, disse Lubin. Segundo ele, o período de transição ainda será “bagunçado” pelos próximos seis a doze meses, mas a tendência é de sistemas muito mais robustos.
Lubin também revelou que a Consensys está financiando pesquisas da StarkWare relacionadas à proteção contra riscos da computação quântica. Na visão dele, o roadmap atual do Ethereum já inclui elementos que ajudam a tornar a rede resistente a futuras ameaças quânticas.
Sobre o Bitcoin, Lubin afirmou que a situação pode ser mais complexa. Ele acredita que a comunidade eventualmente precisará definir prazos para abandonar formatos de endereços considerados vulneráveis à computação quântica.
O executivo ainda reforçou que o grande objetivo do Ethereum continua sendo atrair ativos do sistema financeiro tradicional para o ambiente onchain.
Lubin estimou que os ativos globais das finanças tradicionais somam entre US$ 600 trilhões e US$ 700 trilhões, enquanto o DeFi ainda opera em escala muito menor. Para ele, a neutralidade, segurança e histórico do Ethereum colocam a rede como candidata natural para receber ações, títulos do Tesouro e ETFs tokenizados nos próximos anos.
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