O suposto criador de um amplo golpe de criptomoedas de US$ 165 milhões foi deportado de Fiji para os Estados Unidos. Edward Zimbardi, de 59 anos, morador de Flowery Branch, na Geórgia, compareceu a um tribunal federal norte-americano após ser entregue pelas autoridades fijianas em ação conjunta com o FBI e o Departamento de Estado.
Zimbardi responde a uma acusação formal apresentada em julho, que inclui 12 acusações de fraude eletrônica, 12 de lavagem de dinheiro e uma de conspiração para lavagem de dinheiro. Segundo o Departamento de Justiça dos EUA (DOJ), as investigações apontam que a fraude ocorreu entre junho de 2022 e agosto de 2023.
No período, o acusado promoveu uma iniciativa denominada “The Crypto Program”. Por meio de vídeos e sites institucionais, a plataforma atraía investidores garantindo retornos mensais fixos de 25% com supostos pacotes de publicidade. Os participantes eram instruídos a transferir ativos digitais para carteiras controladas secretamente por Zimbardi.
Milhares de vítimas caíram na promessa e movimentaram mais de US$ 165 milhões para essas carteiras. No entanto, os recursos recebidos não eram aplicados na compra de anúncios publicitários, configurando a estrutura central desse golpe de criptomoedas.
Como funcionava a estrutura do golpe de criptomoedas
De acordo com os promotores federais, Zimbardi utilizou cerca de US$ 34 milhões do montante em operações de câmbio de alto risco e usava o capital de novos ingressantes para pagar os investidores antigos, comportamento característico de uma pirâmide financeira.
Além disso, pelo menos US$ 10 milhões teriam sido desviados para uso pessoal, financiando a compra de veículos de luxo, uma residência para o filho do acusado e pagamentos de pensão alimentícia.
Quando a operação colapsou em agosto de 2023, Zimbardi deixou os EUA. Ele se estabeleceu em Fiji em julho de 2025, logo após tomar conhecimento do inquérito do FBI. Para evitar a prisão, o investigado ausentou-se inclusive do casamento do próprio filho na Virgínia, em maio de 2026, por suspeitar da presença de agentes federais no local.
Com o retorno de Zimbardi ao território norte-americano, o FBI solicita oficialmente que todas as pessoas que investiram na plataforma entrem em contato para colaborar com as investigações desse golpe de criptomoedas no país.


