Um falso aplicativo do Claude, a popular inteligência artificial da Anthropic, está sendo usado como isca para espalhar um perigoso malware de criptomoedas. A ameaça cibernética mira usuários desavisados que buscam acesso gratuito à ferramenta.
Identificado por pesquisadores da empresa de cibersegurança Morphisec, o programa malicioso atende pelo nome de RevStealer. Ele foi projetado especificamente para roubar chaves de acesso e dados sensíveis de mais de 50 carteiras de ativos digitais diferentes no Windows.
O ataque acontece por meio de um suposto projeto chamado “Claude Opus 5 Free Desktop”. Quando o investidor baixa o arquivo, o malware de criptomoedas se infiltra no sistema operacional de forma furtiva para não levantar suspeitas.
Além dos fundos digitais, o vírus busca informações cruciais em gerenciadores de senhas, cookies de navegadores, configurações de VPN e aplicativos de mensagens. O objetivo é varrer o computador em busca de qualquer brecha financeira ou de privacidade, capturando até mesmo imagens da tela.
Como o malware de criptomoedas engana os sistemas de defesa
Uma das características mais complexas do RevStealer é sua capacidade de evasão e camuflagem. Antes de liberar sua carga maliciosa, ele analisa a memória, os núcleos do processador e o hardware gráfico para confirmar se está em um computador de uso real.
Se o software detectar que está rodando em um ambiente de teste de antivírus, ele paralisa a infecção imediatamente. Caso o sistema passe nessa verificação, o código é descriptografado e executado em segundo plano com um nome totalmente aleatório.
Esse cenário reforça a urgência por segurança no setor de ativos digitais. Na mesma semana, a Kaspersky também relatou a descoberta do OkoBot, outro malware de criptomoedas focado em capturar extensões de navegadores e esvaziar saldos de investidores de forma automatizada.


