Atualizar o firmware da carteira Coldcard não resolve falhas antigas e exige migração manual

Atualizar o firmware da carteira Coldcard não resolve falhas antigas e exige migração manual

A Coinkite lançou uma atualização de firmware essencial para a carteira Coldcard, forçando os usuários a adicionarem aleatoriedade física ao gerar uma nova frase de recuperação. A medida responde a uma vulnerabilidade descoberta no gerador de números aleatórios do dispositivo.

Usuários que criaram suas senhas (seeds) utilizando as versões de firmware afetadas precisam agir rápido. A empresa alerta que apenas atualizar o sistema não corrige uma senha gerada no software antigo, sendo obrigatório criar uma nova e transferir os fundos.

No novo fluxo de segurança, o sistema exige uma fonte de entropia humana para reduzir a dependência exclusiva do software. Isso significa que, ao criar a carteira, o usuário precisará dar 65 toques nos botões em intervalos imprevisíveis, rolar um dado físico 50 vezes ou jogar uma moeda 128 vezes.

O que fazer se você já possui uma carteira Coldcard ativa

Se a sua seed foi criada antes das versões seguras (5.6.1 para modelos Mk4/Mk5 e 1.5.1Q para dispositivos Q), o guia oficial de migração orienta a geração de uma carteira do zero. Restaurar um backup antigo não resolve o problema de segurança.

A única exceção à regra de migração se aplica aos usuários mais técnicos. Quem utilizou o método de rolagem de dados físicos (mínimo de 50 vezes) durante a criação original da carteira, mantendo o processo totalmente offline e privado, não precisa mover seus ativos.

A falha foi identificada por uma análise independente da empresa Block, que rastreou o defeito até um código de contingência do sistema. A Coinkite confirmou que alguns clientes sofreram perdas financeiras e que o caso já está sob investigação das autoridades.