Patrick Shyu, ex-engenheiro da Meta e do Google, trouxe um debate intenso para o mercado cripto ao apontar duas vulnerabilidades que, segundo ele, ameaçam a segurança do Bitcoin. O especialista foca na computação quântica e na queda dos incentivos aos mineradores como riscos de longo prazo.
Shyu revelou que vendeu todas as suas moedas após registrar perdas financeiras expressivas. O engenheiro utilizou alavancagem excessiva, o que provocou liquidações automáticas quando o ativo recuou cerca de 50% em relação ao topo histórico perto de US$ 126.000, registrado em outubro de 2025.
A primeira grande preocupação do profissional em relação a segurança do Bitcoin envolve o orçamento de segurança da rede, que diminui a cada ciclo de halving. Com a recompensa por bloco reduzida para 3,125 BTC e o próximo corte previsto para 2028, Shyu argumenta que a economia de taxas de transação não cresceu o suficiente para compensar os mineradores.
Computação quântica e os desafios para a segurança do Bitcoin
Segundo ele, como 95% das moedas já foram emitidas, a falta de movimentação dos ativos prejudica o ecossistema. “Satoshi never imagined wrapped Bitcoins, never imagined most coins just sitting there, not moving, not paying fees, not getting attention.”, afirmou Shyu.
Os dados atuais já mostram a pressão sobre o setor. O hashprice, indicador da receita diária por unidade de processamento, opera na faixa dos US$ 30 por PH/s, após enfrentar uma queda de 18% no final de junho.
O segundo ponto crítico destacado pelo ex-engenheiro envolve a evolução dos computadores quânticos. Uma máquina com capacidade suficiente poderia utilizar o algoritmo de Shor para descobrir chaves privadas a partir de chaves públicas expostas, colocando carteiras antigas sob ameaça direta.
Analistas divergem sobre os prazos dessa transição tecnológica. Enquanto alguns projetam o chamado “Q-Day” para meados de 2035, pesquisas recentes adiantaram os horizontes de planejamento para perto de 2030.
Apesar dos alertas de Shyu sobre a falta de um plano unificado na comunidade, o setor de criptoativos busca soluções para manter a segurança do Bitcoin intacta. Cientistas sinalizam que atacar o processo de mineração exigiria uma energia estelar, e propostas como a BIP-361 e o modelo da Starkware já desenham alternativas de proteção quântica.





