Os ETFs de Ethereum enfrentam uma semana de “maré vermelha” no mercado cripto americano. Os fundos negociados em bolsa completaram quatro dias seguidos de saídas, perdendo um total de US$ 184 milhões até a última quinta-feira.
O movimento de debandada ganhou força no dia 29 de abril, quando os ETFs de Ethereum registraram o resgate de US$ 87,7 milhões. Foi o maior volume de retiradas em um único dia desde o fim de março, segundo dados da SoSoValue.
Com essa correção, o capital acumulado nesses produtos caiu para US$ 11,9 bilhões. O valor é consideravelmente menor do que o pico de quase US$ 13 bilhões registrado em janeiro deste ano, mostrando cautela dos investidores institucionais.
O curioso é que, enquanto o dinheiro saía dos fundos, o preço do Ether não seguiu a queda. A criptomoeda subiu 2,2%, sendo negociada na casa dos US$ 2.313. Isso indica que a pressão de venda nos ETFs de Ethereum ainda não abalou o mercado à vista.
Cenário macro e a pressão sobre as criptomoedas
Essa fuga de capital não é exclusiva do ecossistema Vitalik Buterin. Os fundos de Bitcoin também sofreram, perdendo US$ 476 milhões no mesmo intervalo, refletindo um medo generalizado com as tensões entre EUA e Irã e a alta do petróleo acima de US$ 120.
Enquanto as ações do S&P 500 batem recordes impulsionadas pela Inteligência Artificial, o mercado cripto lida com juros altos. O Federal Reserve manteve as taxas entre 3,5% e 3,75%, citando a inflação persistente causada pela energia cara.
Mesmo com o clima tenso nos ETFs de Ethereum, o otimismo não morreu: no mercado de previsões Myriad, a chance de o Ether bater US$ 3.000 em seu próximo grande salto subiu para 55%, mostrando que o investidor de varejo ainda acredita na recuperação.





