O mercado de ETFs de Bitcoin nos Estados Unidos voltou a registrar saldo positivo, interrompendo uma sequência recente de saídas de capital. O grande motor dessa recuperação foi o fundo da BlackRock, o IBIT, que concentrou a maior parte dos novos aportes.
No total, o ecossistema norte-americano registrou uma entrada líquida de 266 milhões de dólares no dia 6 de julho. Desse montante, o ETF da BlackRock respondeu por expressivos 209 milhões de dólares, assumindo a liderança absoluta do dia.
Enquanto o gigante IBIT brilhava, outros fundos mostraram desempenhos mistos. O GBTC, da Grayscale, manteve a trajetória de perdas com uma retirada de 44,5 milhões de dólares, enquanto o produto de taxas mais baixas da mesma gestora conseguiu captar de forma positiva 42,3 milhões de dólares.
Com essa movimentação, o fundo da gestora alcançou a marca de aproximadamente 46,5 bilhões de dólares em ativos líquidos. Embora os aportes recentes em ETFs de Bitcoin pareça pequeno diante desse patrimônio bilionário, o mercado monitora se esse apetite institucional terá continuidade.
O impacto do fluxo dos ETFs de Bitcoin no preço do ativo
No cenário geral de mercado, a criptomoeda operava cotada na faixa de 63.500 dólares, acumulando uma valorização de quase 6% nos últimos sete dias. O valor de mercado do ecossistema estava em 1,26 trilhão de dólares, com uma dominância de 58%.
Para consolidar um cenário de alta duradouro, analistas apontam que o fluxo geral dos ETFs de Bitcoin precisa permanecer no azul, com o volume de compras se espalhando por outros emissores além da BlackRock, enquanto as saídas do GBTC precisam diminuir.
Caso esses fatores não se confirmem nos próximos dias, o forte volume registrado na segunda-feira será visto apenas como um alívio momentâneo em meio à pressão de venda recente, deixando o mercado à espera de uma demanda mais firme.



