O cenário para o ETF de Bitcoin e para os grandes investidores institucionais continua aquecido, mesmo com o pessimismo de parte do mercado cripto. Segundo dados da XWIN Research Japan, há uma divergência clara entre a demanda no mercado à vista (spot) e as apostas em derivativos.
Desde o final de fevereiro, os produtos de investimento em cripto têm mostrado resiliência. O ETF de Bitcoin registrou entradas líquidas de cerca de US$ 1 bilhão por semana em períodos de pico, mantendo o saldo positivo mesmo diante das incertezas atuais.
Na última sexta-feira, o ETF de Bitcoin captou cerca de US$ 14,45 milhões em entradas líquidas. Já os fundos de Ethereum superaram a marca, registrando US$ 23,38 milhões em depósitos. Isso reforça que o “dinheiro inteligente” nos EUA continua posicionado, como indicado pelo prêmio positivo na Coinbase.
Institucionais vs. Traders: O risco de uma explosão de preços
Enquanto as instituições acumulam, o mercado de derivativos parece caminhar na direção oposta. As taxas de financiamento (funding rates) seguem negativas, sinalizando que muitos traders estão montando posições de venda, apostando em uma nova queda para evitar prejuízos com a volatilidade.
Essa “divisão” de opiniões no mercado cria o cenário perfeito para um short squeeze. Se o preço continuar subindo impulsionado pela demanda institucional, quem está apostando na baixa será forçado a encerrar suas posições (comprar de volta), o que pode acelerar drasticamente a alta.
Atualmente, o Bitcoin é negociado na casa dos US$ 77.590, com uma leve valorização de 0,23% nas últimas 24 horas. Apesar do volume de negociação diário ter caído cerca de 39%, a estrutura de recuperação estrutural apontada por analistas sugere que a força compradora ainda domina o jogo.











