A prática de investir um valor fixo mensalmente, conhecida como estratégia DCA, trouxe resultados muito diferentes no mercado digital desde o início de 2022. Enquanto alguns ativos multiplicaram o capital, outros deixaram os investidores no prejuízo até agosto de 2026.
Dados da CryptoRank mostram que um investidor que aplicou US$ 100 por mês em Ethereum durante esse período acumulou um total de US$ 5.600 em aportes. No entanto, o saldo final foi de aproximadamente US$ 4.898, representando uma perda de 12,5%.
O cenário financeiro foi ainda mais negativo para quem escolheu a Cardano. A mesma estratégia resultou em um saldo final de apenas US$ 2.616, o que significa uma queda expressiva de 53,3% sobre todo o capital investido.
Como a estratégia DCA reagiu à alta e queda do mercado
Por outro lado, o token TRX da rede Tron foi a grande exceção positiva. O investimento contínuo de US$ 5.600 se transformou em US$ 16.521, entregando um retorno direto de 195% para os compradores regulares durante os quatro anos e meio.
Bitcoin, XRP e Solana também apresentaram números sólidos de crescimento. O Bitcoin gerou um saldo final de US$ 8.660, o XRP alcançou US$ 8.465 e a Solana terminou com US$ 8.025. Todos esses três ativos registraram ganhos superiores a 40%.
A maior parte dos lucros registrados pela estratégia DCA foi construída durante o período de alta do setor em 2024. Naquele ano, a aprovação de fundos negociados em bolsa (ETFs) de Bitcoin e Ethereum pela SEC americana ampliou o acesso institucional aos ativos.
O movimento de alta ganhou velocidade após a eleição de Donald Trump em novembro de 2024. O governo norte-americano cumpriu promessas de campanha ao criar uma Reserva Estratégica de Bitcoin e aprovar o Ato GENIUS, estabelecendo regras claras para stablecoins de pagamento.
Contudo, uma retração de mercado nos meses seguintes eliminou parte da riqueza acumulada pelos compradores recorrentes. A carteira de Solana, que havia chegado a US$ 17.728 no fim de 2024, recuou quase 55% até agosto de 2026, mesmo com os aportes mensais de US$ 100 sendo mantidos.
O capital sob gestão dos ETFs de criptomoedas nos Estados Unidos acompanhou essa correção de preços. Os fundos caíram de um pico superior a US$ 123 bilhões para cerca de US$ 92 bilhões, com o Bitcoin dominando US$ 78,3 bilhões e o Ethereum com US$ 10,6 bilhões desse total.
Apesar das quedas, a estratégia de compras fracionadas ajudou a amortecer o impacto negativo para os investidores de ativos em baixa. O preço do token Ethereum, por exemplo, caiu cerca de 50% entre o início de 2022 e agosto de 2026. Como os aportes contínuos permitiram adquirir tokens por valores menores ao longo do tempo, o prejuízo da carteira ficou limitado a apenas 12,5%.


