Demanda por criptoativos triplica no Brasil e atinge US$ 2,7 bilhões em abril, diz Banco Central

Demanda por criptoativos triplica no Brasil e atinge US$ 2,7 bilhões em abril, diz Banco Central

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por Redação

Os investidores brasileiros estão acelerando as compras de moedas digitais. A demanda por criptoativos no país triplicou em abril na comparação com o mesmo período do ano anterior, movimentando um volume bilionário.

De acordo com dados oficiais do Banco Central do Brasil divulgados nesta terça-feira, as despesas de residentes no país com esses ativos somaram US$ 2,709 bilhões no período. Em abril de 2025, o montante total havia sido de US$ 920 milhões.

Fernando Rocha, chefe do departamento de estatísticas da autoridade monetária, explicou que os números refletem o avanço constante das aquisições no mercado cripto nacional. O fluxo engloba, por exemplo, a atividade de corretoras que importam stablecoins para atender clientes.

“A gente incorporar essas aquisições (…) é um acréscimo importante ao balanço de pagamentos do Brasil. Tem muitos poucos países fazendo isso ao redor do mundo”, declarou Rocha, destacando o pioneirismo do BC no acompanhamento desses dados.

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O papel das stablecoins na demanda por criptoativos

O chefe do departamento avalia que uma fatia expressiva dessa forte demanda por criptoativos possui finalidade puramente transacional. Segundo ele, as moedas pareadas em moedas fiduciárias têm um papel claro no dia a dia dos usuários.

“Essas stablecoins (…) vão ser gastas em algum momento”, afirmou Rocha.

Apesar do crescimento visível, o Banco Central ponderou que existem restrições técnicas nas fontes de dados atuais. Por conta disso, ainda não é possível consolidar uma série estatística completa sobre os gastos exatos com stablecoins ou mensurar o estoque total acumulado.

Rocha alertou que a autarquia possui apenas uma visão parcial do cenário. “É por isso que é errado a gente ir acumulando esses fluxos que nós estamos vendo de criptos”, explicou o chefe do departamento.

Diante desse cenário de dados parciais, o foco do órgão regulador permanece na tendência de crescimento atual. “O que a gente consegue ver, é um aumento na demanda por essas moedas”, concluiu Rocha, confirmando a forte alta recente na demanda por criptoativos.

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