Quase 75% das criptomoedas do top 100 já estão inativas, revela estudo

Quase 75% das criptomoedas do top 100 já estão inativas, revela estudo

Chegar à elite do mercado digital não é garantia de sobrevivência financeira. Segundo novos dados levantados pela plataforma CryptoRank, quase três em cada quatro criptomoedas do top 100 já estão operacionalmente inativas.

A pesquisa analisou 1.539 projetos e revelou que 71,9% deles perderam completamente a utilidade comercial. O estudo considerou um ativo como inativo quando ele é removido das principais corretoras e mantém um volume diário de negociação inferior a US$ 10.000 por um período superior a 90 dias.

Os números indicam uma linha do tempo clara de declínio. Cerca de 62% das criptomoedas do top 100 encerram suas atividades operacionais em até cinco anos. Após uma década, a taxa de mortalidade salta para 84,7%, chegando a registrar 91,5% de falhas em 12 anos.

A vida útil mediana de um token que alcança o patamar mais alto do mercado é de apenas dois anos e quatro meses. “A principal conclusão: chegar ao Top 100 não garante potencial de longo prazo”, declarou a equipe da CryptoRank em uma publicação nas redes sociais.

A queda das redes rivais e a mudança nas criptomoedas do top 100

Uma análise separada acompanhou os ativos listados na elite do mercado em julho de 2021. Desse grupo, apenas 41 projetos mantiveram sua posição, 46 perderam espaço no ranking e 13 encerraram as operações. Os ativos que caíram sofreram uma perda mediana de 93% em seu valor de mercado.

Entre os projetos derrubados, cerca de 65% eram redes de Camada 1 e Camada 2, que frequentemente eram promovidas como grandes concorrentes da rede Ethereum (ETH). No sentido oposto, a presença de stablecoins dobrou, saltando de oito para 16 ativos.

O cenário macro reflete a mesma tendência de instabilidade. Pesquisas da CoinGecko mostram que 53,2% de todas as moedas monitoradas na plataforma GeckoTerminal pararam de ser negociadas, com 11,6 milhões de tokens falhando apenas durante o ano de 2025.

Os dados reforçam que as classificações de capitalização de mercado representam momentos isolados de visibilidade, sem comprovar a durabilidade dos projetos a longo prazo.