Criptomoedas deixam de ser rebeldia e viram escudo contra riscos no portfólio de investimentos

Criptomoedas deixam de ser rebeldia e viram escudo contra riscos no portfólio de investimentos

Cerca de 45% dos investidores de criptoativos apontam a diversificação como o principal motivo para manter ativos digitais, de acordo com um estudo recente do ‘Think Tank Urban Institute’. A pesquisa, realizada com mais de 3 mil adultos nos Estados Unidos, mostra que a busca por equilíbrio financeiro superou a ideia de que o setor serve apenas como um movimento antifiscal ou especulativo.

Hoje, os investidores enxergam moedas como o Bitcoin como parte de uma estratégia tradicional de alocação, buscando ativos que não se movimentem na mesma direção das ações para proteger a carteira durante oscilações do mercado.

Como incluir criptomoedas no portfólio de investimentos com segurança

A eficácia do Bitcoin como diversificador depende diretamente da estratégia do investidor. Dados do Wells Fargo mostram que, na última década, os criptoativos registraram uma correlação de apenas 0,2 com o índice S&P 500 — um número considerado baixo, embora superior ao dos títulos de renda fixa, que registraram 0,02.

Apesar da baixa correlação no longo prazo, especialistas alertam que a proteção não é incondicional. Em momentos de forte estresse no mercado global, os investidores costumam vender ativos líquidos rapidamente, fazendo com que as criptomoedas passem a se movimentar em sintonia com as ações de risco.

Por conta dessa volatilidade, planejadores financeiros recomendam cautela ao definir o tamanho da posição. A orientação geral de consultores é manter a alocação de criptomoedas na carteira entre 1% e 3%. Posições acima de 5% podem fazer com que a oscilação do preço do bitcoin passe a dominar todo o risco do portfólio.