O governo da Coreia do Sul se prepara para dar um passo histórico no mercado financeiro global. O país planeja reformar sua legislação de 76 anos para incluir formalmente as criptomoedas como ativos nacionais, ao lado de patentes e propriedade intelectual.
A proposta foi apresentada pelo Ministério da Economia e Finanças em seu novo plano de diretrizes econômicas. O objetivo é atualizar a Lei de Propriedade Nacional, em vigor desde 1950, criando regras claras para a gestão desses novos recursos digitais pelo Estado.
Além de classificar as criptomoedas como ativos nacionais, o planejamento sul-coreano prevê uma série de inovações práticas para os próximos anos. Entre elas, destaca-se o lançamento de um projeto-piloto para a emissão de títulos públicos tokenizados em 2027.
Da dívida pública aos imóveis: os próximos passos da Coreia do Sul
A equipe econômica acredita que o uso da tecnologia blockchain na emissão de títulos governamentais pode acelerar as transações e reduzir consideravelmente os custos operacionais. Outro plano em estudo é a tokenização de imóveis públicos, permitindo que pequenos investidores comprem frações e recebam dividendos.
Essa iniciativa faz parte de um plano ainda maior de digitalização financeira na Coreia do Sul. O Banco da Coreia já está conduzindo testes avançados de sua moeda digital de banco central (CBDC) em parceria com instituições financeiras privadas.
Durante a fase de testes em 2027, os títulos públicos tokenizados serão integrados diretamente à infraestrutura da CBDC local. O governo também pretende ajustar regras de interoperabilidade para conectar sua rede pública a outras plataformas de blockchain.
Por fim, o país planeja implementar mudanças importantes nas leis de mercado de capitais até fevereiro de 2027. Essa alteração dará validade jurídica total aos registros em blockchain, consolidando de vez a posição das criptomoedas como ativos nacionais e seguros dentro da legislação local.



