Copa das criptomoedas: queima milionária de tokens e perda de US$ 11,6M moldam o mundial

Copa das criptomoedas: queima milionária de tokens e perda de US$ 11,6M moldam o mundial

As semifinais da Copa do Mundo de 2026 já estão definidas com os confrontos entre França e Espanha, e Inglaterra contra Argentina. O evento sediado nos Estados Unidos, Canadá e México tornou-se um grande teste de adoção para as criptomoedas, unindo mercados de previsão e patrocínios institucionais do setor.

O avanço das seleções espanhola e argentina resultou em uma redução massiva na oferta de ativos digitais na rede Chiliz, por meio da campanha “Burn to Glory”. Após vencer a Bélgica por 2 a 1, a Espanha registrou a destruição de 1.161.234 tokens SPAIN, quantia avaliada em cerca de US$ 649.050.

A equipe espanhola lidera o ranking de queimas do torneio com quase três milhões de unidades retiradas de circulação. Caso a seleção supere a França na semifinal, esse número pode romper a marca de três milhões, comprimindo ainda mais a oferta total, que atualmente está fixada em 27,25 milhões de tokens SPAIN.

O impacto das criptomoedas na Copa do Mundo e os mercados de previsão

A Argentina também mantém forte presença digital após eliminar a Suíça no campo. Até o momento, 160.000 tokens ARG foram destruídos na competição. Com a classificação da equipe sul-americana para a semifinal, a taxa de queima automatizada da tesouraria aumentará de 5% para 7,5%.

Corretoras como a LBank estão aproveitando o momento para expandir seus recursos de negociação. A plataforma adicionou contratos futuros perpétuos para tokens de seleções como Argentina e Portugal, que foi eliminada nas oitavas de final, além de opções voltadas para clubes populares europeus.

O uso de criptomoedas na Copa do Mundo também evidenciou o volume financeiro dos mercados de previsão descentralizados. Na plataforma Polymarket, que registra mais de 140 mercados ativos ligados ao torneio até o dia 13 de julho de 2026, um único trader operando sob o pseudônimo “coldsway” perdeu US$ 11,6 milhões distribuídos em 15 posições diferentes.

A infraestrutura tecnológica do mundial conta com parcerias diretas do mercado de ativos digitais. A corretora Kraken atua como a apoiadora oficial de criptografia da competição. Ao mesmo tempo, a rede Chainlink fornece serviços de oráculos para o aplicativo ADI Predictstreet, conectando dados do mundo real para todos os 104 jogos.

Além das movimentações relacionadas ao torneio global, a desenvolvedora Chiliz concluiu atualizações em sua rede para aprimorar a execução e a compatibilidade com a Ethereum. A empresa também anunciou aprovação regulatória para lançar tokens de fãs voltados para os esportes universitários nos Estados Unidos na temporada de 2026.