A Coinbase deu um passo gigante em sua expansão europeia nesta quarta-feira, 22 de abril. A exchange anunciou a listagem oficial da tGBP, marcando a chegada da primeira stablecoin de libra esterlina disponível para seus usuários globais.
O novo ativo é emitido pela BCP Technologies, empresa devidamente registrada na FCA (a autoridade financeira britânica). Para garantir a segurança, a tGBP possui lastro total de 1:1, garantido por depósitos em dinheiro e títulos públicos de curto prazo do governo do Reino Unido.
Essa novidade chega para facilitar a vida de quem opera no mercado cripto britânico. Com a stablecoin de libra esterlina, traders e empresas podem movimentar valores sem a necessidade de converter fundos para moedas pareadas no dólar, eliminando custos desnecessários com câmbio.
Keith Grose, líder da Coinbase no Reino Unido, destacou que stablecoins com denominações locais são peças fundamentais para a economia on-chain. Agora, os usuários já podem comprar, vender, converter e enviar tGBP diretamente pelo app da plataforma.
O impacto das stablecoins no mercado global
A movimentação reflete um setor que não para de crescer. Atualmente, o mercado de moedas estáveis já ultrapassa os US$ 320 bilhões em valor total. Apenas em 2025, as stablecoins liquidaram mais de US$ 30 trilhões em transações globais.
O entusiasmo é compartilhado por grandes nomes do setor. O CEO da Coinbase, Brian Armstrong, reforçou sua visão otimista ao afirmar que as stablecoins são “a melhor forma de dinheiro” disponível hoje.
Por outro lado, Sandeep Nailwal, CEO da Polygon Foundation, deixou um alerta sobre a velocidade da adoção. Para ele, países que demorarem a aceitar a stablecoin de libra esterlina e outros ativos similares enfrentarão o mesmo atraso de quem demorou a entrar na era da internet.
Nailwal pontuou que, enquanto pagamentos internacionais tradicionais custam 6% e levam dias, as stablecoins resolvem tudo em segundos por frações de centavo. No Reino Unido, as regras definitivas para o setor devem ser implementadas até o final de 2026, definindo o futuro da tGBP no país.











