O CEO da Coinbase, Brian Armstrong, admitiu publicamente que a estratégia de promover tokens de criadores da Base falhou. Em resposta a críticas nas redes sociais, o executivo revelou que a rede de segunda camada pivotou no início de 2026 para deixar esse modelo para trás de forma definitiva.
“They didn’t work and we pivoted early this year. We messed up, time to turn the page”, escreveu Armstrong em resposta ao usuário @smileyXBT. A declaração coloca um ponto final em uma das iniciativas mais promovidas pela empresa ao longo de 2025.
A principal tecnologia por trás desse ecossistema era a plataforma descentralizada Zora. Seu token nativo, o ZORA, perdeu cerca de 95% do seu valor desde a máxima histórica registrada em agosto do ano passado, reduzindo o valor de mercado do projeto para cerca de 30 milhões de dólares.
O novo rumo da Coinbase
O colapso dos tokens da Coinbase que eram ligados a figuras públicas, como o do influenciador Nick Shirley — que desabou 80% em apenas dois dias no final de 2025, acelerou o abandono do formato devido à frustração dos investidores da comunidade.
De acordo com Armstrong, o planejamento atual da rede foca em três pilares fundamentais: negociações, pagamentos e agentes de inteligência artificial. O executivo reforçou que os recursos internos do ecossistema estão direcionados principalmente para a área de trading no momento.
Essa transição já vinha sendo desenhada desde o início do ano pelo líder da Base, Jesse Pollak. Em janeiro, ele apontou que a interface do aplicativo estava parecida demais com as redes sociais tradicionais da Web2, demandando um retorno ao foco em finanças e transações onchain rápidas.
Para consolidar a nova fase de pagamentos automatizados por inteligência artificial, a Coinbase lançou em junho uma plataforma focada em agentes inteligentes de IA. O sistema conta com suporte do protocolo de código aberto x402, desenvolvido em parceria com gigantes de tecnologia como Microsoft, Google e Mastercard.



