Coinbase congela US$ 3 milhões em ofensiva global contra golpes com criptomoedas

Coinbase congela US$ 3 milhões em ofensiva global contra golpes com criptomoedas

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por Redação

A corretora Coinbase anunciou o congelamento de mais de US$ 3 milhões em ativos digitais associados a redes criminosas do Sudeste Asiático. A iniciativa faz parte de uma grande força-tarefa liderada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) para combater golpes com criptomoedas e fraudes financeiras globais.

A ação ocorreu durante a “Semana da Interrupção” (Disruption Week), realizada em Washington entre os dias 18 e 21 de maio. O esforço conjunto reuniu gigantes da tecnologia como Apple, Google, Meta, Microsoft e Starlink, além de agências policiais internacionais de países como Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e Tailândia.

Ao todo, a operação desativou mais de 1,4 milhão de contas virtuais vinculadas a golpes com criptomoedas, derrubou servidores e cancelou milhares de kits de internet da Starlink. O esforço coordenado resultou no congelamento total de US$ 3,8 milhões e na prisão de 63 suspeitos de fraudes românticas e esquemas de falsos investimentos.

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O crescimento dos golpes com criptomoedas e o impacto no mercado

De acordo com a Coinbase, o rastreamento dos valores foi facilitado pela própria tecnologia. A empresa destacou que o registro permanente e público da blockchain funciona como uma ferramenta eficaz para rastrear fundos entre carteiras virtuais, desafiando a percepção comum de que os ativos digitais servem primordialmente para mascarar fluxos ilícitos.

Os dados divulgados pelo DOJ justificam a urgência da operação multissetorial. Os prejuízos globais gerados por golpes com criptomoedas saltaram de US$ 3,96 bilhões em 2023 para US$ 5,8 bilhões em 2024, escalando mais 24% em 2025 para além de US$ 7,2 bilhões. Muitos desses crimes operam em complexos isolados em nações como Camboja, Laos e Mianmar.

A Coinbase defendeu seu papel ativo na remoção de agentes maliciosos para preservar o uso legítimo do ecossistema financeiro descentralizado. Em comunicado oficial, a empresa pontuou: “Esta operação é uma prova de que os golpistas não podem ser parados por nenhuma empresa ou agência atuando sozinha.”

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