O mercado cripto testemunha um fenômeno intrigante: a Chainlink acaba de superar a marca histórica de 900 mil carteiras com saldo na rede Ethereum, mesmo com sua cotação patinando perto de mínimas locais na faixa de US$ 7,80.
Essa disparidade entre a utilidade real e o preço de tela é vista pela plataforma de análise on-chain Santiment como um sinal claro de acumulação silenciosa. Apenas no último mês, a rede ganhou mais de 20 mil novos endereços de usuários.
O movimento ganhou tração no início deste mês, quando 8 mil novas carteiras foram criadas em um intervalo de apenas cinco dias. O interesse de longo prazo também cresce no topo: os endereços que guardam pelo menos 100 mil unidades do token alcançaram o recorde de 805 carteiras em 2026.
Adoção institucional impulsiona a Chainlink
O crescimento desse grupo de investidores de grande porte, que avançou 8,2% em sete semanas, sugere uma aposta institucional firme na Chainlink. Manter cerca de US$ 1 milhão em um único ativo alternativo indica uma estratégia estruturada para o longo prazo, longe da mera especulação de curto prazo.
Esse forte movimento de bastidores coincide com avanços importantes de adoção. No dia 1º de julho de 2026, a Robinhood estreou sua rede de camada 2 no Ethereum integrando as soluções da Chainlink para alimentar ativos tokenizados e produtos de investimento para milhões de usuários.
Além disso, em maio de 2026, a câmara de compensação DTCC escolheu a tecnologia da rede para criar um novo sistema de colaterais previsto para o final do ano. Logo depois, em junho de 2026, mais de 50 bancos de 16 países se uniram ao Projeto Pangea para acelerar a liquidação de operações de câmbio.
Mesmo com a desvalorização de cerca de 20% nos últimos três meses devido a pressões macroeconômicas e técnicas, a base de investidores continua convicta. Resta saber quando essa forte demanda reprimida começará a se refletir nos gráficos de preço.





