A BlackRock, maior gestora de investimentos do mundo traçou metas ousadas para a sua divisão de ativos digitais. A companhia estabeleceu o objetivo de alcançar US$ 500 milhões em receita anual com produtos do setor até o ano de 2030.
O anúncio foi feito pelo diretor financeiro (CFO) da instituição, Martin Small, durante a apresentação dos resultados do segundo trimestre. A empresa, que administra um total de US$ 15,34 trilhões em ativos (AUM), quer expandir de forma consistente sua atuação no mercado financeiro descentralizado.
Atualmente, o segmento de BlackRock representa uma fatia modesta nos resultados globais da empresa. No segundo trimestre, a gestora registrou US$ 7,08 bilhões em receita total, enquanto a divisão digital contribuiu com cerca de US$ 40 milhões em taxas de administração.
Como a estratégia de BlackRock vai funcionar
Mesmo enfrentando saídas líquidas de US$ 3,12 bilhões no trimestre devido à volatilidade do mercado, o setor encerrou junho com US$ 48,84 bilhões sob custódia. Diferente das corretoras tradicionais, o modelo de negócios do grupo foca em taxas recorrentes sobre os valores custodiados.
A expansão do negócio apoia-se em três pilares fundamentais. O primeiro foca no crescimento de fundos regulados, como os já consolidados iShares Bitcoin Trust (IBIT), iShares Ethereum Trust (ETHA) e o fundo tokenizado BUIDL, além do desenvolvimento do Bitcoin Premium Income ETF (BITA), voltado para geração de rendimentos.
A segunda frente estratégica foca no gerenciamento de reservas de stablecoins. A instituição já gerencia cerca de US$ 60 bilhões das reservas que garantem o USDC da Circle. Esse modelo assegura uma fonte constante de receita gerada pela gestão dos recursos mantidos em custódia.
Por fim, a empresa busca distribuir fundos tradicionais diretamente por meio da tecnologia blockchain. A gestora já deu entrada em dois pedidos de registro junto à SEC para criar fundos tokenizados no mercado monetário com registros mantidos na rede Ethereum.
A visão de longo prazo prevê permitir que investidores comprem ativos regulados diretamente por meio de carteiras digitais. Com isso, o processo dispensa a necessidade de intermediários como bancos ou corretoras tradicionais para a transferência de capitais.





