O Bitcoin engatou o segundo dia consecutivo de valorização nesta sexta-feira (10), rompendo a barreira dos US$ 64 mil. O movimento mostra que o mercado de criptoativos deixou de lado o avanço das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã.
A principal criptomoeda do mercado registrou uma alta de 2,3% nas últimas 24 horas, cotada a US$ 64.381.
O otimismo também contaminou as altcoins, o Ethereum avançou 2,1%, negociado a US$ 1.796, acompanhado de perto pela valorização de 2,1% do XRP. A Solana registrou ganhos de 1,5%, enquanto a BNB subiu 0,7%.
Essa forte oscilação recente reflete a alta alavancagem dos investidores. Muitos operadores encerraram suas posições rapidamente após as notícias do Oriente Médio e voltaram ao mercado em poucas horas, indicando um movimento técnico acelerado.
O que impulsiona a alta do Bitcoin hoje?
“Quando as liquidações passam a ditar a dinâmica dos preços, o mercado pode se mover mais rápido do que a demanda real justificaria”, afirmou Shawn Young, analista-chefe da MEXC Research.
Curiosamente, a recuperação não foi motivada por novidades internas do ecossistema cripto, como grandes fluxos em ETFs. O fôlego veio do cenário macroeconômico global, especialmente do setor de inteligência artificial (IA) e de semicondutores na Ásia.
O índice MSCI da região Ásia-Pacífico subiu 1,4%, impulsionado pela forte demanda por chips de memória na Coreia do Sul, onde o índice Kospi saltou 4%. Paralelamente, o iene valorizou 0,6% após declarações da ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, sobre incentivos a fundos de pensão locais.
Com o recuo global do dólar e o mercado de IA aquecido, o Bitcoin acumulou uma alta de 4,2% no período, mesmo enfrentando a volatilidade do petróleo e mudanças nas expectativas de juros do Fed. Especialistas apontam que a fraqueza contínua do dólar pode abrir espaço para novas máximas históricas.



