O movimento do Bitcoin reflete uma postura mais cautelosa dos investidores globais. Nesta segunda-feira (13), o principal ativo digital do mercado tenta se sustentar na faixa dos US$ 63 mil, acompanhando o recuo das bolsas internacionais e a alta do petróleo.
A criptomoeda registra uma desvalorização de 1,4% nas últimas 24 horas, negociada na casa de US$ 63.018. O cenário de retração atinge outras altcoins: o Ethereum recua 0,9% (cotado a US$ 1.782), o XRP cai 1,5%, enquanto Solana e BNB perdem 0,2% e 0,8%, respectivamente.
Analistas apontam que a oscilação do Bitcoin hoje faz parte de uma lateralidade que já dura um mês, flutuando entre US$ 59 mil e US$ 66 mil. Dados da CoinGlass mostram que o volume de liquidações segue baixo, representando apenas uma fração do pico de perdas registrado no último mês.
O que esperar para o Bitcoin nos próximos dias?
Há também uma forte correlação recente com ações de tecnologia e inteligência artificial. Segundo a Anchorage Digital, cerca de 30% da pressão vendedora sobre o ativo decorre de uma migração de capital para o segmento de IA, com investidores buscando papéis ligados a semicondutores, como os da fabricante SK Hynix, que passam por realização de lucros.
Paralelamente, o cenário geopolítico no Oriente Médio adiciona incerteza. O Comando Central dos Estados Unidos realizou ataques no Irã após uma investida contra um navio cargueiro. O impasse sobre o fechamento do Estreito de Hormuz afeta o mercado de energia, já que a região escoa um quinto do petróleo marítimo global.
O temor do mercado é que o preço elevado do petróleo pressione a inflação, obrigando o Federal Reserve a manter a taxa de juros americana alta por mais tempo. A ata da última reunião do Fed indicou que a possibilidade de elevação dos juros chegou a ser cogitada por membros do comitê antes da decisão pela manutenção das taxas atuais.
Diante disso, o foco total dos operadores do Bitcoin se volta para a divulgação do índice de inflação de junho nos EUA, marcada para esta terça-feira (14). Este indicador econômico e a próxima reunião do Fed, no final de julho, serão determinantes para ditar o rumo de curto prazo dos ativos de risco.



