O Bitcoin está mostrando sua força e se prepara para fechar o mês de abril com seu melhor desempenho em um ano, segundo dados da CoinGlass. Com uma alta acumulada de cerca de 13,6%, a maior criptomoeda do mundo ignora as incertezas globais e renova o otimismo dos investidores.
Atualmente, o preço do Bitcoin se mantém firme acima dos US$ 77.000. Esse movimento de recuperação chama a atenção após o mercado ter enfrentado sua sequência mais longa de perdas desde 2018, superando um período difícil entre outubro e fevereiro.
Um dos grandes motores dessa virada é a injeção bilionária de liquidez via USDT. A oferta da stablecoin da Tether saltou US$ 5 bilhões em apenas duas semanas, atingindo a marca de quase US$ 150 bilhões totais após meses de estagnação.
No mundo cripto, esse aumento de stablecoins é visto como “pólvora” para novas altas. Como esses ativos são pareados ao dólar, eles representam o capital pronto para ser usado na compra de Bitcoin, sinalizando uma entrada saudável de dinheiro novo no ecossistema.

Geopolítica e o desafio do Federal Reserve
Mesmo com o petróleo em alta e as tensões no Oriente Médio, o mercado parece ter “parado de ligar” para as manchetes de guerra. Analistas apontam que há uma certa fadiga do tema, e o foco agora está nos balanços corporativos sólidos e na força das bolsas americanas.
Apesar do otimismo, o Bitcoin enfrenta uma barreira técnica importante nos US$ 79.000. Nessa região, há uma forte presença de investidores institucionais realizando lucros, o que exige um volume de compra sustentado para romper esse teto.
O veredito final deve vir com a próxima reunião do Fed. Se as entradas de capital nos ETFs continuarem fortes após o evento, o Bitcoin pode transformar os US$ 79.000 em suporte; caso contrário, uma correção para a faixa de US$ 75.000 não está descartada.











