Corrida dos ETFs e setor de chips seguram o Bitcoin na casa dos US$ 66 mil

Corrida dos ETFs e setor de chips seguram o Bitcoin na casa dos US$ 66 mil

O Bitcoin hoje opera em leve queda de 0,4%, cotado a US$ 65.879, mas consegue se manter próximo ao seu maior patamar das últimas duas semanas. O mercado cripto segue acompanhando o ritmo das ações globais de tecnologia e aguarda a divulgação do balanço da Alphabet, controladora do Google.

No mercado de altcoins, o tom é de moderação. O Ethereum registra recuo de 0,7%, negociado a US$ 1.923, enquanto a Solana cai 0,9% e a BNB recua 1,1%. Em sentido oposto, o XRP apresenta leve valorização de 0,3%.

A recente movimentação de preços não decorre de um evento isolado do setor cripto. A leitura predominante é que o Bitcoin continua refletindo o apetite global por ativos de risco, em especial o segmento de semicondutores e inteligência artificial.

Essa correlação com o setor de tecnologia ganhou força recentemente, impulsionada também pela aproximação entre empresas de mineração de ativos digitais e a infraestrutura de data centers voltados à IA.

Como os ETFs e o cenário macro influenciam o Bitcoin hoje

Nesta quarta-feira, as atenções voltam-se para os resultados da Alphabet após o fechamento do mercado norte-americano. A companhia havia sinalizado a intenção de investir até US$ 190 bilhões no ano em infraestrutura, e os investidores buscam confirmar se esses aportes em IA começam a dar retorno financeiro.

No segmento institucional, os ETFs à vista de Bitcoin nos Estados Unidos continuam registrando fluxo positivo. Os fundos captaram US$ 203 milhões líquidos na terça-feira, alcançando seis dias consecutivos de entradas — a maior sequência de aportes desde abril.

Ao todo, esses produtos somaram US$ 930 milhões no período recente, levando o patrimônio total dos ETFs de BTC no país para perto de US$ 81 bilhões. No mesmo dia, os ETFs de Ether registraram entradas líquidas de US$ 37,5 milhões.

No cenário macroeconômico, a desvalorização do iene japonês, que ultrapassou a marca de 163 por dólar, volta a levantar debates sobre ativos digitais de oferta limitada como proteção contra a inflação monetária. Contudo, no curto prazo, o mercado permanece atento aos balanços corporativos e à reunião do Federal Reserve, agendada para os dias 28 e 29 de julho.