O mercado de ativos digitais abriu em forte retração nesta segunda-feira (18). O Bitcoin hoje opera em queda de 2,2%, cotado a US$ 76.760, quebrando o suporte psicológico dos US$ 77 mil. No mercado brasileiro, a principal moeda do mundo equivale a R$ 389.167.
Para quem acompanha o desempenho do Bitcoin, o recuo acabou puxando o restante do ecossistema para baixo. O Ethereum registrou desvalorização de 3,6%, cotado a US$ 2.114, enquanto a XRP recuou 3,1%, a Solana perdeu 3,2% e o BNB desvalorizou 2,6%.
O estopim para a instabilidade recente foi uma postagem do presidente americano Donald Trump no domingo, na rede social Truth Social, onde fez ameaças diretas de intervenção militar contra o Irã caso os acordos de paz sofram novos atrasos: “É melhor eles se mexerem, RÁPIDO, ou não sobrará nada deles”.
Com o aumento do risco geopolítico no Oriente Médio, o preço do barril de petróleo Brent saltou para US$ 111. Investidores temem uma pressão inflacionária duradoura, o que poderia forçar o Federal Reserve (Fed) a elevar as taxas de juros nos Estados Unidos, penalizando ativos de renda variável.
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O temor com a inflação global também provocou vendas massivas de títulos públicos americanos, empurrando o rendimento das Treasuries para o maior nível em um ano, além de fortalecer a moeda americana globalmente.
“Os principais culpados são a alta dos rendimentos dos Treasuries, que atingiram as maiores cotações em 12 meses, um dólar mais forte e a escalada geopolítica”, explicou Andri Fauzan Adziima, pesquisador-chefe do Bitrue Research Institute, em declaração ao portal The Block.
Quem monitora o mercado notou que o cenário de aversão ao risco também afetou os fundos de índice. Dados da SoSoValue apontam que os ETFs spot de Bitcoin tiveram saídas líquidas de US$ 1 bilhão na semana encerrada em 17 de maio, interrompendo uma sequência positiva de seis semanas.
Segundo Min Jung, pesquisador da Presto Research, o movimento sinaliza uma postura mais conservadora por parte do mercado institucional.
“As saídas de ETFs na semana passada provavelmente refletem a redução da exposição de curto prazo por parte dos investidores institucionais, à medida que as expectativas de cortes nas taxas de juros pelo Fed continuam a ser adiadas e os gestores de portfólio migram para liquidez ou posições defensivas”, destacou Jung.
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