Bitcoin e Dólar: relação explosiva atinge menor nível em 4 anos

Bitcoin e Dólar: relação explosiva atinge menor nível em 4 anos

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por Redação

Para quem está de olho no mercado cripto, o sinal de alerta acendeu: o Bitcoin e o dólar estão jogando um “cabo de guerra” que não víamos há quase quatro anos. A correlação negativa entre os dois ativos bateu -0,90, o nível mais intenso desde setembro de 2022.

Na prática, isso mostra que o Bitcoin virou o espelho oposto da moeda americana no curto prazo. Se o dólar (índice DXY) cai, a criptomoeda costuma decolar, mas, quando ganha força global, o preço do ativo digital tende a perder o fôlego rapidamente.

Dados do TradingView, pontuados pelo CoinDesk, indicam que cerca de 81% dos movimentos recentes do Bitcoin podem ser explicados justamente pelo que acontece com o dólar. É um domínio macroeconômico pesado que dita o ritmo dos investimentos em todo o mundo.

O fator macro e o freio institucional

A recente perda de fôlego do Bitcoin, que chegou a flertar com os US$ 79 mil, coincidiu exatamente com a subida do dólar global. As tensões geopolíticas no Oriente Médio e o petróleo em alta mantêm a inflação sob pressão, o que reduz o apetite dos investidores por risco.

Mesmo com esse “vento contra”, nem tudo é desânimo no setor. Os ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos continuam registrando entradas de capital, funcionando como um suporte importante para sustentar os preços mesmo em dias de dólar forte.

Para nomes influentes como Anthony Scaramucci, da SkyBridge Capital, o rali de verdade pode demorar mais uns meses. Ele acredita que o mercado deve seguir o ciclo histórico do ativo, com uma alta mais consistente surgindo apenas entre outubro e novembro.

No fim das contas, a lição para o investidor é clara: acompanhar o índice do dólar é essencial. Se a moeda americana mostrar sinais de fraqueza nos próximos meses, o caminho pode estar livre para o próximo salto histórico do Bitcoin.