Volume de stablecoins da Base desbanca Ethereum em nova máxima de transações

Volume de stablecoins da Base desbanca Ethereum em nova máxima de transações

O mercado de criptoativos registrou uma mudança histórica na infraestrutura de pagamentos digitais. Pela primeira vez, a rede de segunda camada Base ultrapassou o Ethereum em volume de stablecoins movimentado mensalmente, evidenciando uma transformação na rota dos dólares tokenizados.

De acordo com dados de junho da Visa Onchain Analytics, o volume de stablecoins global ajustado atingiu a marca de US$ 1,79 trilhão. Desse total, a Base liderou o ranking com aproximadamente US$ 565 bilhões transacionados, deixando o Ethereum logo atrás, com cerca de US$ 562 bilhões.

Embora a diferença de US$ 3 bilhões seja estreita, o feito consolida o papel das segundas camadas (L2). A Base, desenvolvida para oferecer transações mais rápidas e baratas do que a rede principal, agora direciona a atenção do ecossistema para a eficiência na distribuição de pagamentos, taxas reduzidas e integração de aplicativos.

Como a rede Base assumiu a liderança no volume de stablecoins

Os números apresentados pela Visa utilizam uma metodologia ajustada, desenvolvida em parceria com a Allium. Esse modelo filtra transações automatizadas de robôs, movimentos internos de contratos inteligentes e transferências entre corretoras, focando no que mais se aproxima de liquidação real de pagamentos.

A dominância das movimentações também evidenciou a preferência por ativos específicos. O USDC foi responsável por cerca de 67% do montante ajustado de junho, mantendo forte centralidade nos fluxos da Base, enquanto o USDT respondeu por 32% do fluxo global verificado.

Essa inversão de posições acompanha uma tendência de longo prazo apontada pela Visa. Em agosto de 2024, as redes de segunda camada já haviam superado o Ethereum em quantidade total de transações de moedas estáveis, e os dados recentes confirmam que essa migração chegou ao volume de stablecoins em dólares.