Ativos RWA na Stellar ultrapassam US$ 3 bilhões e superam DeFi

Ativos RWA na Stellar ultrapassam US$ 3 bilhões e superam DeFi

A emissão de ativos de mundo real tokenizados, conhecidos como RWA, ultrapassou a marca de US$ 3 bilhões em julho na Stellar. O volume representa um salto expressivo em relação aos US$ 785 milhões registrados no início de janeiro.

De acordo com um relatório recente da provedora de oráculos RedStone, o setor de RWA na Stellar agora ofusca os mercados de finanças descentralizadas (DeFi) da própria blockchain. O valor total bloqueado (TVL) em DeFi na rede gira em torno de apenas US$ 213 milhões.

Esse contraste indica que a emissão institucional está muito à frente da infraestrutura de empréstimos onchain. No protocolo Blend, por exemplo, o relatório aponta que apenas US$ 2 milhões estão alocados em pools que aceitam ativos do mundo real como garantia.

A maior parte da expansão recente é atribuída a quatro grandes produtos financeiros. O fundo de swap da Amundi e Spiko lidera com US$ 713 milhões, seguido pelo fundo de títulos do Tesouro da Spiko, o USDY da Ondo e o VuMe Bond 2030.

O desafio da liquidez para os RWA na Stellar

O principal obstáculo para tornar os RWA na Stellar plenamente utilizáveis no ecossistema DeFi é a diferença de precificação. Ativos tradicionais, como títulos de crédito, operam em horários comerciais limitados.

Essa dinâmica não se alinha com os mercados de empréstimos em criptomoedas, que funcionam 24 horas por dia e exigem liquidações automatizadas de garantias de madrugada.

Para preencher essa lacuna, a RedStone implementou 55 feeds de preços contínuos na rede. A tecnologia fornece dados ininterruptos para títulos do Tesouro, crédito corporativo e ouro tokenizado, transformando esses produtos em garantias viáveis.

O ecossistema também aguarda grandes movimentações institucionais de longo prazo. A Depository Trust and Clearing Corporation (DTCC), entidade que detém US$ 114 trilhões sob custódia globalmente, planeja integrar ativos na blockchain até 2027.

No mercado à vista, o token nativo da rede, o XLM, não refletiu imediatamente o marco trilionário da DTCC ou o recorde de tokenização. O ativo foi negociado na faixa de US$ 0,1835, com um leve recuo de 0,9% em 24 horas e valor de mercado de US$ 6,36 bilhões.