Um caso incomum de crimes cibernéticos veio à tona envolvendo o governo de Pyongyang. Autoridades locais prenderam um grupo de especialistas em TI e ex-operadores cibernéticos do próprio país. Eles são acusados de invadir redes financeiras estatais e utilizar ativos digitais para esconder a origem dos recursos.
As investigações indicam que o grupo acessou os sistemas do banco central norte-coreano e do Foreign Trade Bank. Após desviarem os valores pertencentes ao Estado, os suspeitos teriam convertido o montante em moedas digitais. Em seguida, contaram com o apoio de intermediários baseados na China para concluir a lavagem financeira.
As informações foram divulgadas pelo veículo sul-coreano Daily NK, que cita uma fonte anônima baseada na capital Pyongyang. O veículo é conhecido por cobrir os bastidores do país por meio de uma rede secreta de contatos locais, já que o acesso a dados na região é extremamente restrito.
Por conta dessas limitações, veículos internacionais de imprensa não conseguiram verificar o relato de forma independente.
Caso a apuração seja confirmada, o cenário representa um desfecho atípico no ecossistema de segurança da informação. A Coreia do Norte é frequentemente associada por observadores internacionais ao uso de invasões cibernéticas para capturar criptoativos do exterior, visando arrecadar fundos e contornar sanções globais.
No entanto, este ataque destaca-se por ter como alvo as próprias instituições financeiras do governo.





