A plataforma de empréstimos onchain Aave liquidou, nesta quarta-feira, as posições restantes em rsETH do invasor responsável pelo ataque à Kelp DAO. A medida faz parte de um plano de recuperação estratégica anunciado anteriormente pela governança do protocolo.
Os ativos liquidados agora seguem para o “Recovery Guardian”, um cofre multissig gerenciado pela iniciativa DeFi United. O objetivo central é restaurar o lastro do token rsETH e compensar os usuários prejudicados pelo ataque à Kelp DAO, que gerou um prejuízo estimado em US$ 292 milhões.
Este movimento marca uma das etapas finais de uma força-tarefa global. Até o momento, as contribuições para a DeFi United já ultrapassaram os US$ 320 milhões, unindo diversos atores do setor para congelar endereços e rastrear o capital roubado.
Para que a Aave pudesse realizar essa liquidação forçada, a comunidade precisou votar uma proposta de governança inusitada. O protocolo manipulou temporariamente o preço do oráculo do rsETH para gerar um déficit artificial na conta do hacker, permitindo o resgate do colateral.
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A Aave confirmou que todos os ajustes técnicos serão revertidos assim que o processo de liquidação for totalmente concluído. Com o colateral devidamente protegido, o oráculo de preços voltará ao seu estado normal, sem alterações permanentes no código do protocolo.
O crime ocorreu em 28 de abril, quando o criminoso — com suspeitas de ligação com a Coreia do Norte, explorou uma ponte da LayerZero para emitir 116.500 unidades de rsETH sem qualquer lastro. Esses tokens foram usados na Aave e na Compound para serem trocados por ETH real.
Apesar do sucesso na recuperação, ainda há entraves jurídicos no caminho. Parte dos fundos congelados pelo Conselho de Segurança da Arbitrum está retida devido a processos judiciais nos EUA, onde vítimas de terrorismo tentam reivindicar os valores como indenização contra o regime norte-coreano.
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