O próximo grande salto do mercado cripto não terá a bandeira americana. Segundo Ki Young Ju, fundador da plataforma de análise CryptoQuant, o pico da atual alta do Bitcoin será impulsionado por capital institucional e fundos negociados em bolsa (ETFs) estabelecidos fora dos Estados Unidos.
A avaliação do executivo muda o foco dos investidores, que acompanharam os ETFs de Bitcoin nos EUA atraírem quase US$ 57 bilhões nos últimos dois anos. Para ele, essa concentração americana mostra o tamanho da margem de crescimento que ainda existe no resto do mundo para este ciclo.
A Coreia do Sul é apontada como o principal exemplo dessa demanda reprimida. Atualmente, o país não possui um ETF de Bitcoin à vista, investidores comuns são proibidos de comprar produtos estrangeiros e as empresas locais seguem sem acesso às corretoras de criptomoedas.
Com a regulação sul-coreana apenas começando a ser debatida, Ki Young Ju afirma que o verdadeiro topo do mercado acontecerá de forma inusitada: quando um gerente de banco do interior da Coreia do Sul recomendar um ETF de Bitcoin para a aposentadoria de uma senhora.
Adoção na Rússia também fortalece a alta do Bitcoin
Enquanto a Ásia se prepara para flexibilizar suas regras, a Rússia já acelera a integração. O Sberbank, maior banco do país com uma base de mais de 100 milhões de clientes, planeja aceitar Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH) e USDT como garantia oficial para empréstimos.
A nova política do banco russo depende da entrada em vigor das novas regras do país para ativos digitais, programada para 1º de setembro de 2026. A decisão transforma as criptomoedas em uma ferramenta de crédito bancário de uso real em dezenas de milhões de contas.
Esse movimento financeiro confirma a tese do fundador da CryptoQuant. A adoção institucional que vai sustentar a alta do Bitcoin deixou de ser exclusividade do mercado americano. Os próximos grandes fluxos de capital do setor estão se desenhando em Moscou e no continente asiático.


