O debate sobre a regulação e o formato das ações tokenizadas ganhou um novo capítulo nos Estados Unidos. Patrick McHenry, vice-presidente do conselho consultivo da Ondo Finance e ex-presidente do Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos EUA, defendeu que o mercado precisa de livre concorrência, e não de intermediários centralizados escolhendo vencedores.
Para o executivo, o avanço das ações tokenizadas representa a evolução natural dos mercados financeiros, assim como a transição dos certificados de papel para os registros eletrônicos no passado. Ele argumenta que Washington não deve impor um único modelo padrão antes que o ecossistema aprenda o que realmente funciona.
Mercado de ações tokenizadas bate recorde e atrai gigantes de Wall Street
Como as diferentes estruturas de ações tokenizadas podem coexistir
McHenry destaca três caminhos principais para essa tecnologia. O primeiro foca na infraestrutura de mercado tradicional, usando o blockchain apenas para eficiência operacional e liquidação. O segundo é voltado para a demanda dos clientes onchain, por meio de notas estruturadas que rastreiam o desempenho dos ativos. O terceiro modelo é patrocinado diretamente pelos emissores das empresas.
De acordo com a visão apresentada, essas abordagens distintas atendem a necessidades variadas de investidores e emissores, assim como já ocorre com recibos de depósito e fundos tradicionais. O ponto central para o sucesso dessas ações tokenizadas está na clareza das regras, na transparência dos riscos e na garantia de que o lastro prometido seja real.
O ex-parlamentar alerta que criar ecossistemas fechados ou usar termos de mercado de forma enganosa prejudicaria a confiança na tecnologia. Para ele, manter a competitividade global dos Estados Unidos exige regras claras que evitem transformar a inovação em um privilégio de poucos gatekeepers.
A diversidade de produtos testados atualmente por participantes do setor mostra que o mercado está buscando respostas de forma orgânica. Permitir que esses modelos disputem o espaço com base em sua substância é, segundo McHenry, a melhor maneira de proteger os investidores e fomentar a inovação.
Ações tokenizadas batem recorde histórico de US$ 565 milhões em DEXs




