Carteira de criptomoedas: por que os aplicativos integrados estão vencendo a Web3

Carteira de criptomoedas: por que os aplicativos integrados estão vencendo a Web3

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por Redação

O mercado cripto está passando por uma transformação gradual: a tradicional carteira de criptomoedas, que por muito tempo foi a porta de entrada obrigatória para a Web3, está deixando de ser a interface principal dos usuários para dar lugar a soluções integradas e invisíveis.

Atualmente, a interação com uma carteira de criptomoedas convencional está mudando, pois os ativos digitais estão cada vez mais embutidos em aplicativos de negociação, ferramentas de pagamento e sistemas de inteligência artificial. O investidor busca resultados rápidos e controle, mas prefere evitar etapas complexas como frases de recuperação e taxas de gás.

Para Kevin Lee, diretor de negócios da Gate, o público quer praticidade acima de tudo. Ele explica que a infraestrutura técnica continua operando em segundo plano, mas a experiência visual se tornou muito mais simples, assemelhando-se ao uso de cartões no Apple Pay ou Google Pay. “A adoção melhora porque o atrito e a complexidade são removidos”, afirmou Lee, destacando que as ferramentas de custódia estão se tornando ocultas.

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Essa mudança reflete uma clara convergência de produtos no setor. Federico Variola, CEO da Phemex, aponta que as pessoas preferem centralizar suas ações em um único aplicativo funcional. Desse modo, plataformas de negociação criam carteiras internas automaticamente, enquanto ferramentas tradicionais passam a oferecer trocas diretas, reduzindo a quantidade de softwares necessários.

Contudo, simplificar demais a interface pode trazer riscos reais. Variola ressalta que os usuários de uma carteira de criptomoedas ainda precisam compreender conceitos de autocustódia e proteção de fundos para evitar vulnerabilidades. Ele menciona que investidores no ecossistema Solana que utilizam ferramentas como a Phantom apenas pelo celular, sem camadas extras de proteção offline, podem ficar mais expostos a ameaças.

Fernando Aranda, diretor de marketing da Zoomex, reforça que exigências técnicas excessivas afastam novos investidores. Para ele, uma carteira de criptomoedas eficiente deve retirar os ruídos do processo, exibindo claramente apenas o que o usuário possui, onde os ativos estão guardados e quando uma transação se tornou definitiva.

A próxima grande transformação deve ser impulsionada por agentes de inteligência artificial, que assumirão tarefas manuais como escolher redes e avaliar taxas de transação. Aranda prevê que a tecnologia atuará como uma nova camada de interface, mas destaca que o sucesso dessa inovação dependerá inteiramente da transparência e da capacidade do usuário de auditar as ações automatizadas.

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