Atualmente, a presença do USDC no Ethereum representa cerca de 70% de todo o fornecimento da stablecoin, concentrando US$ 49,5 bilhões de um mercado que já ultrapassa a marca de US$ 72 bilhões.
Para fins de comparação, a Solana, vista frequentemente como a principal concorrente para essas operações de liquidez, abriga cerca de US$ 7 bilhões em USDC. Esse volume equivale a apenas um sétimo do que circula na rede líder.
O fornecimento total do ativo gerido pela Circle saltou de US$ 60 bilhões no início de 2025 para os mais de US$ 72 bilhões registrados hoje. Esse crescimento reflete a forte adoção institucional e a expansão dos protocolos de finanças descentralizadas (DeFi) baseados em dólar.
Como o domínio do USDC no Ethereum impacta a liquidez global
A presença da moeda se estende por 35 blockchains, um movimento acelerado pelo protocolo CCTP, lançado em 2023. A tecnologia permite transferir valores entre redes sem usar pontes convencionais, que criam tokens sintéticos vulneráveis a riscos de contratos inteligentes.
O mecanismo do CCTP queima os tokens na blockchain de origem e emite moedas de forma nativa no destino. Com isso, o investidor garante a posse de um ativo com respaldo direto pelas reservas em dólar da Circle, e não um derivativo fragmentado.
Em 2026, redes como Cronos, Injective, Stellar e World Chain receberam suporte nativo. A integração com a Stellar destaca o avanço da empresa sobre a infraestrutura de pagamentos internacionais e remessas, indo além das operações puramente focadas em DeFi.
A liderança estrutural do USDC no Ethereum se mantém sólida devido à liquidez acumulada ao longo dos anos. Mover altos volumes institucionais neste ecossistema evita perdas por derrapagem de preços (slippage), consolidando o ambiente ideal para desafiar a rival USDT em novas redes.


