O desenvolvimento das novas tecnologias da rede superou o desafio da velocidade, mas a segurança do Ethereum ainda tem um obstáculo matemático pela frente. Uma competição de pesquisa apoiada pela Fundação Ethereum revelou uma diferença de 52,14 bits em um componente criptográfico essencial.
A meta dos desenvolvedores é alcançar uma proteção comprovável de 128 bits para as zkEVMs até o início de dezembro. No final de 2025, as equipes já haviam reduzido o tempo de processamento das provas de blocos de 16 minutos para poucos segundos, atingindo a agilidade necessária.
A velocidade, no entanto, não é mais o único foco. Os especialistas precisam garantir esse nível de defesa de 128 bits e também gerar provas finais com um tamanho máximo de 300 KB, documentando exatamente como os diferentes sistemas interagem.
Um dos focos atuais dos pesquisadores é um parâmetro chamado koalaIRS12. Em um painel público de testes, a proteção mínima confirmada para esse item está em 63,99 bits, enquanto o limite máximo teórico chega a 116,13 bits. O espaço não resolvido entre esses dois números forma os 52,14 bits que a comunidade tenta solucionar.
O impacto dessa lacuna na segurança do Ethereum
É fundamental entender que a rede principal não opera com apenas 64 bits de proteção. Essa métrica avalia um perfil criptográfico muito específico usado nas pesquisas das zkEVMs, e não o funcionamento do sistema que processa o capital dos usuários.
A urgência no cronograma não coloca as transações atuais em risco. Hoje, a segurança do Ethereum tradicional segue intacta, pois essas novas ferramentas de conhecimento zero (zk) ainda não substituíram o modelo de consenso da rede.
Os clientes de execução clássicos continuam recalculando e validando as operações normalmente. Na fase atual, as provas zk atuam apenas acompanhando os testes na rede principal, sem poder de decisão.
A Fundação Ethereum exige os 128 bits justamente porque uma prova falsa aceita na camada principal teria consequências severas, podendo validar um estado incorreto da rede. Até que essa barreira seja superada, o protocolo segue operando com seu método de validação padrão.


