O preço do Ethereum recuperou terreno e voltou a ser negociado na faixa de US$ 2.600. Após registrar uma queda para US$ 2.360 no meio de setembro, o ativo demonstrou força e estabilizou próximo ao patamar atual, embora ainda permaneça cerca de 47% abaixo do seu recorde histórico de US$ 4.946.

Essa movimentação no mercado tem ligação direta com a redução das moedas disponíveis para venda. Desde maio de 2025, os saldos mantidos em corretoras sofreram uma queda expressiva de 28%. Com uma quantidade menor de ativos prontos para liquidação imediata, a volatilidade natural ganha força caso a demanda compradora aumente.

O aumento da atividade de staking também ajuda a secar a oferta circulante. A porcentagem da criptomoeda travada na rede subiu para 35,56% em setembro de 2026. A maior parte desse volume sai ativamente das negociações diárias, já que os investidores bloqueiam os fundos para garantir a segurança da rede e obter rendimentos.

Do lado institucional, os ETFs de Ethereum à vista nos Estados Unidos acumulam aproximadamente US$ 13,25 bilhões em entradas líquidas. O patrimônio total desses fundos já alcança US$ 16,7 bilhões, representando 5,2% da capitalização de mercado do ativo. O fundo ETHA, da gestora BlackRock, lidera o setor abrigando mais de US$ 9 bilhões.

O que dizem os analistas sobre o futuro do Ethereum

As projeções de especialistas apontam para diferentes direções. Arthur Hayes, ex-CEO da BitMEX, demonstra forte otimismo ao tornar a criptomoeda sua maior posição de investimento, projetando que o ativo possa buscar os US$ 10.000 até o final de 2026. Por outro lado, Tom Lee, da Fundstrat, estima um valor de US$ 6.000, desde que o bitcoin alcance a marca de US$ 150.000.

O mercado também registra estimativas mais conservadoras de grandes instituições financeiras. O Standard Chartered mantém um preço-alvo de US$ 4.000 até o encerramento de 2026. Já os analistas do banco Citi estabeleceram um alvo mais tímido, prevendo o ativo em US$ 2.240 no horizonte de um ano.

No campo gráfico, o ativo opera acima das médias móveis de 50 e 200 dias. Uma ultrapassagem consistente da resistência técnica entre US$ 2.655 e US$ 2.672 pode abrir caminho para a faixa de US$ 3.000. Caso o movimento perca força, o principal ponto de suporte fica estabelecido na região de US$ 2.400.

Os desenvolvedores e investidores também monitoram a próxima atualização da rede, batizada de Glamsterdam. Os testes começam na rede Sepolia no início de outubro, com o lançamento principal previsto para o quarto trimestre de 2026, buscando ampliar a capacidade de transações simultâneas e melhorar a eficiência geral do sistema.

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Luíza Nunes
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