A BlackRock confirmou que o seu ETF de Ethereum (ETHA) passará por um desdobramento reverso (grupamento) de cotas na proporção de 1 para 3. A mudança está programada para o dia 6 de outubro, conforme documento enviado à SEC, a comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos.
A operação vai unificar cada três cotas do fundo em apenas uma, resultando em um aumento no valor patrimonial líquido por cota, mas sem alterar o valor total dos investimentos de quem já possui o ativo ou o patrimônio geral do fundo.
De acordo com Eric Balchunas, analista sênior de ETFs da Bloomberg, a medida tem um impacto positivo direto para os investidores ao baratear as operações no dia a dia.
Qual o impacto no mercado para o ETF de Ethereum da BlackRock?
“Isso reduzirá o custo de negociação de cerca de 7 pontos-base para cerca de 2 pontos-base”, afirmou o analista em suas redes sociais.
Balchunas também destacou o nível de competição por eficiência entre as gestoras no mercado. “Tem que amar como os emissores de ETF consideram um spread de 7 pontos-base um PROBLEMA e estão ajustando para cortá-lo para 2 pontos-base”, disse ele.
Embora a BlackRock não tenha detalhado os motivos oficiais no documento enviado aos reguladores, o ajuste no preço por cota do ETF de Ethereum deve tornar as negociações mais eficientes e baratas, alinhando-se à análise da Bloomberg.
Acompanhando o desempenho da própria criptomoeda no mercado à vista, o preço do ETHA acumula uma queda de cerca de 40% neste ano. Na última terça-feira, o ativo estava sendo negociado na faixa dos US$ 14.
Atualmente, o ETF de Ethereum da BlackRock é o maior produto do seu setor, somando mais de US$ 5 bilhões em ativos sob gestão. O fundo supera o produto equivalente da Grayscale, que hoje ocupa a segunda posição do mercado.
Lançado originalmente em 2024, o ETHA é um fundo que não realiza staking da criptomoeda. No entanto, a empresa também gerencia o iShares Staked Ethereum Trust ETF, focado em rendimentos de rede, que estreou no mercado em março de 2026.


