RSI do Bitcoin repete padrão de 2022 e aponta nova fase de mercado

RSI do Bitcoin repete padrão de 2022 e aponta nova fase de mercado

O movimento recente no RSI do Bitcoin vem chamando a atenção de analistas após o ativo atingir a faixa de US$ 80.000. Depois de uma recuperação de 25% na última semana, os dados técnicos dividem opiniões sobre a sustentabilidade dessa reação no mercado.

O índice de força relativa (RSI) semanal alcançou a marca de 58,3, o nível mais elevado registrado desde que a cotação atingiu a máxima histórica de US$ 126.200 em outubro de 2025. Esse comportamento repete uma divergência de alta observada em meados de 2022, cerca de seis meses antes do encerramento do último ciclo de queda.

Naquela ocasião, o RSI registrava fundos ascendentes enquanto o preço em dólares marcava fundos descendentes. Uma estrutura semelhante voltou a se formar ao longo de 2026, sugerindo que a pressão de venda pode estar perdendo espaço para um ponto de virada na tendência secular.

Para Jamie Coutts, analista-chefe de criptoativos da Real Vision, o gráfico semanal é a escala mais relevante para identificar transições de ciclo. Em análise publicada no X, Coutts ressaltou que divergências de alta semanais possuem peso significativo e tendem a anteceder movimentos de alta no preço.

O que o RSI revela no curto e longo prazo para o Bitcoin

No gráfico diário, o RSI do Bitcoin avançou para a zona de 82,93, entrando em patamar de sobrecompra que não era visto desde novembro de 2024.

Alguns investidores interpretam a leitura como sinal de correção iminente, enquanto outros destacam que ciclos de valorização costumam manter o RSI acima de 70 por múltiplos períodos.

Jonatan Randin, analista sênior da plataforma PrimeXBT, apontou semelhanças com o final de 2022, quando o indicador diário saltou de 40 para 90 em uma única vela semanal. Segundo o especialista, variações extremas desse tipo sinalizam o início de uma nova fase no ciclo, embora não garantam o fim imediato do mercado de baixa.

Por fim, o indicador estocástico de dois meses confirmou um cruzamento de alta em suas linhas de tendência. Apesar do sinal positivo, a leitura atingiu 4,81, sem alcançar as zonas extremas próximas de zero que antecederam inflexões em ciclos anteriores.