O mercado de criptomoedas encerra a primeira metade do ano sob forte pressão institucional. A queda do Bitcoin levou o ativo para a faixa de US$ 59.534 neste domingo, registrando uma baixa diária de 0,6% e acumulando uma retração de quase 7% no balanço semanal.
Com esse movimento, o principal ativo digital caminha para fechar o segundo trimestre com uma desvalorização próxima de 12%, consolidando a queda do Bitcoin neste início de ano. O recuo dá sequência à retração de aproximadamente 22% que foi registrada nos três primeiros meses.
Investidores de ETFs de Bitcoin acumulam perdas de 40% em meio a saques de US$ 1,79 bilhão
O que motivou a queda do Bitcoin recente?
Esse recuo em dois trimestres seguidos para abrir um ano é um evento raro na história do criptoativo, tendo ocorrido apenas duas vezes anteriormente. Historicamente, o período entre abril e junho costuma figurar entre os seus trimestres mais fortes, apresentando ganhos na média da última década.
As altcoins sofreram impactos ainda mais severos no mesmo período. O Ethereum registrou baixa de 9,5% na semana, cotado a US$ 1.567, com perdas de 25% no trimestre. A Dogecoin recuou 11,7% (US$ 0,073), a Hype perdeu 10,6% e o XRP desvalorizou 8,7% (US$ 1,04), enquanto Solana e Tron recuaram 3,5% e 1,5%, respectivamente.
Fatores macroeconômicos e rotação de capital global explicam a atual pressão vendedora. O forte apetite dos investidores por ações de semicondutores e chips de memória, impulsionado pelo avanço da inteligência artificial, acabou atraindo os fluxos financeiros que antes migravam para ativos de risco.
Além disso, o setor reagiu às saídas contínuas de recursos dos ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos e à postura rígida do Federal Reserve, sob o comando do novo presidente Kevin Warsh. O dólar americano perto da máxima de sete meses e uma realização em ações de tecnologia ampliaram a pressão.
Agora, os operadores direcionam as atenções para o início do terceiro trimestre. O foco do mercado estará em observar se as saídas dos ETFs vão desacelerar e se a demanda institucional mostrará sinais de recuperação para conter a queda do Bitcoin.
O pior semestre em anos pode ter revelado o Bitcoin mais maduro da história




