O preço do Bitcoin opera estável na faixa de US$ 78.000, marcando um momento de consolidação para o mercado de criptomoedas. O ativo registra uma leve correção de 0,7% nos últimos sete dias, absorvendo o impacto do forte rali recente que levou a moeda a atingir picos próximos a US$ 81.400 na semana passada.
Agosto terminou com um ganho consolidado de 24% para a criptomoeda, configurando o melhor desempenho mensal desde novembro de 2024. Reforçando essa movimentação, a MicroStrategy voltou às operações de compra após dois meses de pausa, adquirindo cerca de US$ 370 milhões em BTC.
O fluxo institucional por meio dos ETFs à vista também demonstra resiliência. Após registrarem saídas de US$ 202 milhões na sexta-feira, os fundos voltaram a atrair capital rapidamente, captando US$ 217 milhões na segunda-feira, de acordo com dados da SoSoValue.
Como as altcoins reagem ao atual preço do Bitcoin
Enquanto o preço do Bitcoin apresenta lateralização, o token Arbitrum (ARB) lidera os ganhos no setor de finanças descentralizadas (DeFi) com uma alta expressiva de 30%. Esse avanço coincide com o aumento das taxas diárias da Robinhood Chain, que ultrapassaram a marca de US$ 2 milhões.
A Uniswap (UNI) é outro destaque positivo, avançando 8% durante a madrugada e acumulando 34% de valorização semanal, sendo negociada na faixa de US$ 5,80. Em contrapartida, o restante do mercado apresenta fraqueza: o índice da Altcoin Season caiu para 26 pontos, o nível mais baixo em 90 dias.
Criptomoedas de grande capitalização operam em baixa. O Ethereum (ETH) recuou 1% para US$ 2.440, mesmo percentual de queda da Solana (SOL), cotada a US$ 104. Tron (TRX) e Dogecoin (DOGE) apresentam perdas maiores, caindo cerca de 2%. O único ativo entre os maiores a sustentar ganhos foi o HYPE, subindo 4% para perto de US$ 84.
No mercado de derivativos, as posições permanecem equilibradas. O volume de contratos em aberto se mantém estável perto de US$ 136 bilhões, sugerindo que os traders aguardam definições gráficas do preço do Bitcoin. A exceção é a rede Tron (TRX), que enfrenta forte demanda por posições vendidas (shorts), com taxas de financiamento negativas na casa dos 80%.


