A dificuldade de mineração de Bitcoin registrou uma nova queda de 1,31% após passar pelo ajuste do bloco 963.648. Com esse movimento, a métrica de segurança da rede fica apenas 0,7% acima do seu nível mais baixo registrado ao longo de 2026.
O cenário atual reflete uma alternância constante para os mineradores desde janeiro deste ano. Os dados da blockchain mostram que já ocorreram dez reduções contra apenas sete aumentos no período, o que impede uma recuperação contínua do setor.
No início do ano, antes da primeira atualização de janeiro, a dificuldade de mineração de Bitcoin operava na faixa de 148,25 trilhões. Agora, o patamar caiu para 125,81 trilhões, representando um recuo total de aproximadamente 15,1%.
Esse declínio está diretamente associado a uma redução no poder computacional geral da rede. Dados do mercado indicam que cerca de 150 exahashes por segundo (EH/s) de capacidade de processamento foram desativados pelos operadores.
Como o preço afeta a mineração de Bitcoin
O valor de mercado dita o ritmo das operações de mineração. O preço do BTC chegou a perder mais de 50% em relação ao seu topo histórico superior a US$ 126.000, marca alcançada em outubro de 2025. Atualmente, a distância para esse recorde foi reduzida para cerca de 38,8%.
Essa recuperação parcial nos preços ajudou a sustentar a receita das empresas que mantiveram suas máquinas ligadas. O atual nível da dificuldade de mineração de Bitcoin se torna vantajoso para quem continua com capacidade operacional ativa.
Com as margens de lucro mostrando leve melhora, a capacidade ociosa de 150 EH/s pode voltar a operar. O retorno desses equipamentos depende da capacidade do mercado de sustentar os ganhos recentes.
O próximo ajuste da rede funcionará como um novo medidor para o setor. Se a cotação atual se mantiver estável, as máquinas desligadas tendem a retornar, o que faria a dificuldade subir novamente e encerrar o atual momento de baixas.


